|
A recuperação econômica brasileira não ocorreu em 2012 porque a desaceleração que já se apresentava em 2011, tomou contornos mais expressivos ao longo do ano passado. Assim, a retomada foi adiada para 2013. O diagnóstico é do economista da Bruno Paim, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) queparticipou nesta segunda-feira do lançamento da edição de janeiro da carta de conjuntura. Mas segundo Paim, o consumo das famílias continua sendo o principal componente a contribuir para o Produto Interno Bruto (PIB). “O resultado reflete a manutenção do emprego durante o período, bem como o contínuo crescimento do crédito mesmo que arrefecido”, destaca.
De acordo com Paim, o que ocorreu foi uma retração no comércio com o exterior. “A queda das importações foi maior que a queda das exportações. No acumulado até o terceiro trimestre de 2012, a contribuição das exportações líquidas é nula”, comenta.
Segundo o economista, devido ao péssimo resultado das contas nacionais, o governo federal providenciou uma série de pacotes para incentivar o investimento no país como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II), continuação do programa Minha Casa, Minha Vida e o PAC Logística, que consiste na melhoria de porto, ferrovias e aeroportos. “Também ocorreu o aprofundamento do programa de sustentação do investimento e a redução da taxa de juros a longo prazo”, ressalta.
Para o economista, o difícil, até o momento, tem sido instigar o setor privado a acompanhar o movimento do governo federal. “É algo que tem ocorrido através de desonerações fiscais, e principalmente, da redução da taxa Selic juntamente com uma pressão para a redução do spread bancário, o que reduziria o custo financeiro dos investimentos”, acrescenta.
Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo
|