|
Para viabilizar a ampliação da ERS 118, foi assinado nesta terça-feira um convênio entre o governo do Estado e a prefeitura de Cachoeirinha que irá remover 34 famílias do trecho das obras. A mesma parceria ocorreu em Sapucaia do Sul, na semana passada, onde 800 casas serão desapropriadas. As famílias que tiveram renda até três salários mínimos ganharão um aluguel social mensal de R$ 500 durante um ano até que sejam acomodadas em residências por projetos sociais e por intermédio do programa Minha Casa Minha Vida.
Segundo o secretário adjunto de Habitação e Saneamento, Guilherme Barbosa, que assinou o termo em Cachoeirinha, a prefeitura se compromete em cadastrar todas as famílias para que elas possam sair o mais rápido possível do local. “A rodovia tem uma importância econômica enorme, mas as pessoas têm que estar com a situação bem resolvida”, explicou. Conforme ele, muitas não querem aceitar o aluguel social. “Faço um apelo para aceitarem, pois os recursos já estão reservados. O aluguel será pago”, garantiu.
No total, cerca de 1,4 mil famílias precisarão deixar suas casas na região Metropolitana, somando as de Cachoeirinha, Gravataí, Sapucaia do Sul e Esteio. “Em seguida, firmaremos os contratos com as demais prefeituras”, afirmou.
Do total das famílias que serão desalojadas em Cachoeirinha, 32 são do bairro Jardim Betânia e duas do Marechal Rondon. “Das famílias, 27 precisavam sair e nós quisemos aproveitar a oportunidade e não deixar o restante morando lá sem infraestrutura e sem condições”, destacou o secretário municipal da Habitação, Renato Sparremberger. “A rodovia é muito importante para o desenvolvimento de Cachoeirinha”, disse. O prefeito Vicente Pires, afirmou que ficou satisfeito com a parceira entre Estado e município.
Fonte: Karina Reif / Correio do Povo
|