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16/01/2013 13:05 - Atualizado em 16/01/2013 13:20

Lideranças disputam representação dos rodoviários

Comissão eleita em assembleia disse que sindicato não responde mais pela categoria

A  discussão entre patrões e empregados do transporte coletivo de Porto Alegre ganhou novo capítulo na briga sobre quem representa os rodoviários. Na manhã desta quarta-feira, Alceu Weber, membro da comissão de trabalhadores, disse que o Sindicato dos Rodoviários, por força de decisão em assembleia, não representa a categoria e sim uma comissão eleita, na qual ele faz parte junto com outros dois representantes.

A afirmação de Weber é contestada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Julio Gamaliel. Segundo ele, a assembleia realizada em 17 de dezembro criou uma comissão para participar da negociação, mas não deu a ela poderes de decidir sozinha e muito menos de excluir a entidade da negociação. “O sindicato é o representante legal da categoria”, frisou.

Mas enquanto a briga pela liderança da categoria prossegue, Weber diz que os empresários podem oferecer entre 11% e 15% de aumento porque a lei 12.715 “gerou gordura para as empresas que tiveram isenções em tributos sociais”. “O reflexo da mão de obra na tarifa que era de 20% caiu para algo entre 1% e 2%”, explicou. Mas a aposta de Weber é de que os empresários deverão fixar em 13% o percentual de reajuste, contra os 30% reivindicados.

Além disso, Weber ressaltou que a comissão está preocupada com o futuro da categoria, pois luta também pela redução da jornada de trabalho. “Queremos que caia das atuais 7 horas para 6 horas diárias”, afirmou. Segundo ele, com a entrada em operação dos ônibus BRT (Bus Rapid Transit) são previstas reduções no número do pessoal de operação. “A redução da jornada assegura a manutenção das vagas”, destacou.

Weber lembrou ainda que a defasagem nos salários dos motoristas é muito grande. Em 1994, a tarifa única de Porto Alegre era R$ 0,37 e o salário do motorista R$ 438,00. Hoje, um motorista ganha R$ 1.734,00 e a tarifa é R$ 2,80. A prova da diferença é que, em 1994, o motorista, com seu salário podia pagar 1.183 passagens e, agora, apenas 608 passagens.

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Fonte: Roberto Tavares / Correio do Povo






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