 Ninho foi construído em meio a sinos natalinos Crédito: Renato Oliveira / Especial / CP
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Ninho foi construído em meio a sinos natalinos
Crédito: Renato Oliveira / Especial / CP
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A retirada da decoração natalina de Santa Maria, na região central do Estado, reservou uma inusitada surpresa aos voluntários que trabalham no projeto do Natal do Coração. Durante a remoção dos ornamentos no viaduto Evandro Behr, um conjunto de sinos chamou a atenção. A decoração servia de abrigo para um ninho de pombos.
O funcionário municipal Ogier Rosado conta que ficou surpreso. “Suspendemos imediatamente a retirada do ornamento até porque descobrimos também que o ninho abriga dois ovos e existem aspectos legais que precisam ser observados”, afirmou.
O chefe do Escritório Regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Santa Maria, Tarso Isaía, também foi pego de surpresa com o fato. Ele reforçou que a Lei Federal de Proteção à Fauna diz que “os animais que vivem livremente são propriedade do Estado e pelo Estado são protegidos. Por isso, os ninhos também têm proteção”, explicou Isaía. Ele reforça que o ninho só poderá ser retirado após o nascimento dos filhotes e desocupação natural e definitiva do local.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Maria, entidade apoiadora da programação do Natal do Coração, José Lima, acredita que o episódio carrega uma simbologia. “É o sinal de um resultado que não se explica, mas a mensagem é que a natureza nos apronta algumas surpresas como a presença desses nossos ilustres vizinhos”, comentou.
Já o prefeito Cezar Schirmer, ao tomar conhecimento da presença do ninho de pombos, lembrou de um outro episódio semelhante ocorrido no Rio Grande do Sul. “Tivemos num passado não muito distante o caso das corujas que fizeram ninho na Praia de Capão da Canoa. Vamos preservar o local. Ninguém toca no ornamento até que ele seja desabitado naturalmente”, observou o chefe do Executivo. O ninho no interior dos sinos decorativos também chama a atenção dos pedestres que circulam pelo Centro da cidade.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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