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18/01/2013 13:32 - Atualizado em 18/01/2013 13:41

Polícia faz buscas a carros usados na fuga após roubo a joalheria em Porto Alegre

Veículo da funcionária da loja, mantida refém, também foi levado pela quadrilha

Assalto em joalheria do Shopping Praia de Belas mobilizou a polícia<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Assalto em joalheria do Shopping Praia de Belas mobilizou a polícia
Crédito: André Ávila
Assalto em joalheria do Shopping Praia de Belas mobilizou a polícia
Crédito: André Ávila

Um dia após o assalto a joalheria Coliseu, no Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, Brigada Militar e Polícia Civil permanecem mobilizadas nesta sexta-feira para localizar os três carros usados pela quadrilha na fuga após o crime. As buscas a um Prisma e um Renault Clio, além de um Ford Fiesta, se estendem até a região Metropolitana e Vale dos Sinos. O Ford Fiesta pertence à subgerente da loja, de 24 anos, que foi sequestrada e mantida refém com o noivo, de 26 anos, em casa, em Viamão, antes de ser levada até a Capital pelos bandidos para concretizar o roubo.

O titular da Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Juliano Ferreira, aguarda os laudos do Departamento de Criminalística que realizou perícia na loja e na casa da vítima, na tentativa de encontrar e identificar impressões digitais dos criminosos - seriam cinco homens e três mulheres. A equipe de investigação também examina imagens das câmeras de segurança do shopping e no entorno, como de um posto de combustível onde um dos carros teria passado, que possam identificar os ladrões. O local do cativeiro do casal também está sendo procurado.

Outra questão levantada trata sobre a receptação das joias e objetos roubados pelo bando. Conforme o delegado Juliano Ferreira, depois de reconhecer quem são os autores do crime, a Polícia Civil vai apurar a possibilidade de haver um receptador do material. “Precisamos fazer primeiro a perícia, achar os carros e concluir a identidade dos bandidos, para depois analisar a relação com algum receptador”, disse em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record. “Lá em São Paulo existe a figura do receptador especializado em joias. Aqui no Rio Grande do Sul não, essas joias roubadas em assaltos normalmente são encaminhadas para o Centro de Porto Alegre. Com esse crescimento de assalto a joalheria, eu acredito que podemos estar vivendo algo parecida com a realidade que São Paulo sofre, mas ainda é cedo para afirmar”, exemplificou.

O tumulto provocado pela quadrilha, que deixou uma falsa bomba dentro da joalheria, pode igualmente servir como pista sobre o perfil dos assaltantes. As características físicas dos mesmos, repassadas pelas vítimas e testemunhas, estão sendo conferidas com o banco de dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado.

Para o diretor do Deic, delegado Guilherme Wondracek, o fato dos criminosos que estiveram no shopping, incluindo uma mulher, não se preocuparem em esconder os rostos, como óculos escuros e bonés, chamou a atenção. “Não é comum”, admitiu, acrescentando que talvez os criminosos “não tenham nada a perder”. Ele confirmou que toda o assalto foi “bem planejado”.

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Fonte: Correio do Povo






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