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Depoimentos de testemunhas levaram a Polícia Civil de Novo Hamburgo a prender, nesta quarta-feira, o segundo suspeito de envolvimento no assassinato do padre Eduardo Teixeira, de 35 anos, ocorrido em 16 de dezembro, no Vale do Sinos. Minutos depois do crime, o jovem de 18 anos foi visto junto do comparsa, de 36 anos, abandonando o carro do padre no bairro Vila Rica, em Campo Bom, onde o religioso conduzia a paróquia.
Os suspeitos já tiveram prisão temporária decretada. A polícia pedirá, nesta quinta, a prisão preventiva da dupla, que está no Presídio Central. Não há indícios de que uma terceira pessoa tenha participado do crime. Colega de sacerdócio de Teixeira, o padre Rafael Barbieri, de 37 anos, presenciou o crime e conseguiu fugir. Ele ficou nervoso, na terça, e não conseguiu reconhecer o primeiro suspeito. Não há data exata para que um segundo ato de reconhecimento ocorra.
De acordo com o chefe de investigações da Polícia Civil, inspetor Ivan Carlos da Silva, o depoimento do padre Barbieri não é decisivo para que o inquérito do caso seja concluído, já que outras testemunhas atestaram que ambos agiam sempre em dupla. "Mais de uma pessoa viu os dois saindo do carro, em Campo Bom", explica. Hoje, porém, o jovem negou envolvimento no crime, apesar de não ter oferecido resistência à prisão.
Na noite do crime, os dois padres seguiam de carro em direção ao bairro Rondônia, em Novo Hamburgo, quando se perderam e abordaram os dois homens em busca de informações sobre como chegar até o local. Os suspeitos disseram estar indo para a mesma região e os religiosos resolveram dar carona à dupla.
Conforme o relato do padre Barbieri, que conseguiu escapar com vida, os criminosos anunciaram o assalto no bairro Jardim Mauá. Teixeira esboçou reação, foi baleado no peito e morreu, nas imediações do Parque Henrique Luis Roessler (Parcão). O carro e o celular do padre foram abandonados em seguida, em Campo Bom. O sobrevivente disse, porém, que a dupla levou R$ 130.
Fonte: Ricardo Pont/Rádio Guaíba
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