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O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está mais uma vez em Havana, Cuba, para visitar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, internado há quase dois meses para tratamento de combate ao câncer. Maduro informou que discutirá com Chávez um “conjunto de temas” sobre o país para tomada de decisões de governo.
Ele viajou acompanhado do ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez. Depois de visitar Chávez, o vice viajará a Santiago do Chile para participar da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia, no fim de semana, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua, que também está em Cuba.
Jaua, que foi nomeado para o cargo este mês, chegou a Cuba na segunda-feira. Ele relatou ter tido um encontro com Chávez no qual foram tomadas decisões sobre a participação da Venezuela na cúpula e feitas consultas sobre temas de política exterior. Jaua disse que o presidente venezuelano sorriu e brincou.
O presidente venezuelano também recebeu, esta semana, a visita de seu irmão Argenis Chávez, que preside a empresa de energia elétrica venezuelana Corpoelec. Na ocasião, ele disse que a decisão sobre o retorno de Hugo Chávez à Venezuela está nas mãos da equipe médica que o acompanha. O irmão enfatizou que as informações sobre a saúde do presidente venezuelano têm sido transmitidas por autoridades do país, por meio de comunicados oficiais.
Chávez não aparece em público há quase dois meses
Hugo Chávez, de 58 anos, não é visto em público desde o começo de dezembro, e a oposição cobra um pronunciamento e a divulgação de imagens recentes do presidente. A oposição venezuelana também levanta dúvidas sobre a legalidade de mantê-lo no poder e pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) a convocação do Conselho Permanente para avaliar a situação institucional no país.
O quarto mandato consecutivo do presidente foi iniciado no dia 10 de janeiro, mas Chávez ficou impossibilitado de participar da cerimônia de posse. O Tribunal Supremo de Justiça, instância constitucional da Venezuela, definiu que havia continuidade administrativa no país, por se tratar de uma reeleição, permitindo a continuidade do mandato, com Maduro exercendo a presidência interina.
Fonte: Agência Brasil
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