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26/01/2013 10:14 - Atualizado em 26/01/2013 10:24

Venezuela investiga motim em prisão que deixou mais de 50 mortos

Entre as vítimas estão presos, militares e funcionários da penitenciária

Venezuela investiga motim em prisão que deixou mais de 50 mortos<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Venezuela investiga motim em prisão que deixou mais de 50 mortos
Crédito: AFP / CP
Venezuela investiga motim em prisão que deixou mais de 50 mortos
Crédito: AFP / CP

O governo venezuelano ordenou a investigação de um motim ocorrido na prisão de Uribana, no estado de Lara, no Noroeste da Venezuela, que, segundo o hospital que atendeu às vítimas, deixou nessa sexta-feira ao menos 50 mortos, em um dos episódios mais violentos das últimas décadas nas superlotadas prisões do país.

"Há saldos lamentáveis, ocorreu uma situação de confusão trágica que nós lamentamos", disse o vice-presidente Nicolás Maduro ao anunciar a abertura de três investigações por parte das autoridades públicas para esclarecer o que ocorreu.
O governo não forneceu até o momento um número de vítimas, mas, segundo o diretor do Hospital Central Antonio María Pineda, Ruy Medina, além dos 50 mortos, foram registrados 90 feridos.

Entre as vítimas encontram-se presos, militares e funcionários da prisão, disse a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, que prometeu um relatório detalhado quando as autoridades tiverem o controle absoluto da prisão.

Barricadas e presos com roupaas ensanguentadas

Imagens de meios de comunicação locais mostraram barricadas da Guarda Nacional nos arredores da prisão, réus sendo levados com roupas ensanguentadas e familiares dos presos - principalmente mulheres - chorando desconsolados à espera de notícias.

A ação governamental para o desarmamento total dos reclusos começou depois que as autoridades souberam de supostos "ajustes de contas entre as facções internos que disputam o controle do centro", disse Varela, que culpou a rede de televisão privada Globovisión e outros meios de detonar a violência ao divulgar a operação antes que ela fosse levada adiante.

Maduro disse que o governo tomará as "medidas corretivas", ao mesmo tempo em que assegurou que o processo de regularização das prisões vai continuar para acabar com a violência nestes locais.

"Em quem vão jogar a culpa por este novo massacre em uma prisão de nosso país? Governo incapaz e irresponsável", criticou no Twitter o líder opositor Henrique Capriles Radonski, acrescentando que recebeu ligações de familiares dos presos desesperados.

Prisões com superlotação

As prisões venezuelanas sofrem com problemas de insalubridade, superlotação e violência, e, em muitos casos, são controladas por grupos de presos fortemente armados, que constantemente provocam confrontos internos. Em agosto do ano passado, ao menos 25 pessoas faleceram e outras 43 ficaram feridas em um confronto entre facções na prisão de Yare I, perto de Caracas.

Em junho de 2011, um sangrento motim na prisão do Rodeo, também perto da capital, deixou cerca de trinta mortos e vários presos foragidos.

Buscando atender aos problemas carcerários, foi criado o ministério dos Assuntos Penitenciários em julho de 2011, mas, segundo ativistas de direitos humanos, no primeiro ano de funcionamento mais de 500 presos morreram e ao menos 1,2 mil ficaram feridos, o que superou os números dos anos anteriores.

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Fonte: AFP






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