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26/01/2013 11:59 - Atualizado em 26/01/2013 12:17

Novos confrontos deixam ao menos 22 mortos no Egito

Parentes de condenados por massacre em campo de futebol tentaram invadir prisão

Confrontos no Egito deixam ao menos 22 pessoas mortas
Crédito: Mohamed Abed / AFP / CP

Ao menos 22 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas neste sábado nos confrontos em Port Said, no Egito, desencadeados depois que 21 pessoas foram condenadas à pena de morte pelos atos de violência que deixaram 74 mortos há um ano em um estádio de futebol desta cidade do nordeste do Egito. Os confrontos ocorreram um dia após o segundo aniversário da revolução que depôs o então presidente Hosni Mubarak, cuja celebração também foi marcada pela violência entre manifestantes e policiais, com nove mortos e 530 feridos, segundo fontes médicas.

As mortes ocorreram depois que parentes dos condenados à morte tentaram invadir a prisão na qual eles se encontravam. Várias pessoas dispararam contra a polícia, que respondeu com o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo, segundo testemunhas.

Duas delegacias de polícia também foram atacadas. Há confrontos violentos e sangrentos em Port Said, onde a prisão e o tribunal eram alvos de disparos com armas automáticas.

Um general do exército anunciou a mobilização dos militares na cidade para restabelecer a calma e proteger as instalações públicas, segundo a agência Mena. No Cairo, os familiares das vítimas que se encontravam na sala de audiências receberam o veredicto com gritos de alegria.

No dia 9 de março, o presidente do tribunal divulgará a sentença para os outros 52 acusados, entre eles nove policiais, julgados desde abril de 2012 por sua suposta responsabilidade nestes anos. Em fevereiro de 2012, 74 pessoas morreram em Port Said após uma partida de futebol entre o grande clube do Cairo, o Al-Ahly, e uma equipe local, o Al-Masry.

Massacre em jogo de futebol

Essa tragédia, a maior do futebol egípcio, ocorreu no estádio de Port Said, depois que o Al-Ahly sofreu sua primeira derrota da temporada para o Al-Masry, 3 a 1. Centenas de seguidores do Al-Masry invadiram o campo e lançaram pedras e garrafas contra os torcedores do Al-Ahly.

Os acusados negaram as acusações de homicídio doloso e de porte ilegal de armas que pesavam sobre eles. A torcida organizada do Al-Ahly, que afirma que a maioria das vítimas procediam de suas fileiras, ameaçou as autoridades dizendo que iria provocar o caos se o veredicto não fosse severo.

A torcida do Al-Ahly é conhecida por seu apoio ativo à revolta popular, que, no início de 2011, provocou a queda do então presidente Hosni Mubarak.

Relembre a tragédia em Porto Said:

• Brigas após jogo de futebol deixam mais de 70 mortos no Egito

• "Era o caos total", descreve técnico do Al-Ahly após violência no Egito

• Blatter cobra explicações do Egito após tragédia


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Fonte: AFP






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