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28/01/2013 19:06 - Atualizado em 28/01/2013 19:54

Fogo iniciou no segundo show pirotécnico da banda, revela segurança

Extintores de boate não funcionaram: “Usei de várias formas e nenhum jeito dava certo”

Incêndio começou na segunda apresentação pirotécnica da banda Gurizada Fandangueira<br /><b>Crédito: </b> Fábio Dutra / Especial CP
Incêndio começou na segunda apresentação pirotécnica da banda Gurizada Fandangueira
Crédito: Fábio Dutra / Especial CP
Incêndio começou na segunda apresentação pirotécnica da banda Gurizada Fandangueira
Crédito: Fábio Dutra / Especial CP

Um dos seguranças da boate Kiss, que preferiu não ser identificado, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba, que o incêndio no local, no último domingo, ocorreu no momento em que a banda Gurizada Fandangueira fazia a segunda apresentação pirotécnica da noite. Dentre os mais de 230 mortos na tragédia, ele acredita ter perdido em torno de 20 amigos.

“Eles já tinham feito uma apresentação com fogos e tinha dado tudo ok. A gente já estava cuidando, porque tinha cortina perto. Estávamos com os extintores perto. Eles foram fazer outra brincadeira no show deles e de repente começou a cair umas faíscas no teto, mas a gente não viu que tinha causado um foco de incêndio. Quando a gente olhou, pegamos os extintores, tentamos apagar e controlar o fogo, só que os extintores negaram e não funcionaram”, relatou.

Ele contou que insistiu com os extintores: “Usei de todas as formas possíveis. De nenhum jeito ele funcionou”. Após isso, o segurança tentou apagar com copos de água: “Mas só piorou”, relembrou o segurança, que diz ter curso de prevenção de incêndio – o que não era o caso de outros seguranças da casa, contratados junto a uma empresa terceirizada. “A empresa de segurança não tinha este preparo.”

“Não tinha noção que poderia dar uma tragédia tão grande”

Diante do fogo, o segurança afirmou que procurou ajudar as pessoas a saírem da boate. “A gente começou a tirar as pessoas de dentro da boate. Só que bastante gente já começou a cair lá dentro por causa da fumaça, começaram a sufocar. Eu ainda consegui sair, consegui tirar algumas pessoas com vida, outras sem vida, que a gente trouxe para fora”, relatou. “Quem a gente conseguiu salvar a gente salvou.”

Depois do incidente, ele mesmo precisou ser internado: “Inalei bastante fumaça e fui para lá no UPA. Fiquei em observação e depois fui liberado”. Para ele, a dimensão da tragédia ainda surpreende: “Cara, vou ser bem sincero, nunca imaginei que aconteceria isso dentro desta casa. Não tem como dizer se tinha medo. Não tinha noção que poderia dar uma tragédia tão grande. É complicado”.

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Fonte: Rádio Guaíba






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