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29/01/2013 23:05 - Atualizado em 30/01/2013 08:33

Vítima de incêndio em SM sonhava com viagem a Machu Picchu

Estudante de Filosofia estava na casa noturna pela primeira vez para festejar aniversário de amigo

Mãe e irmã mais nova mostram cartaz em homenagem a Thanise<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Mãe e irmã mais nova mostram cartaz em homenagem a Thanise
Crédito: Tarsila Pereira
Mãe e irmã mais nova mostram cartaz em homenagem a Thanise
Crédito: Tarsila Pereira

Viajar para Machu Picchu, falar alemão e estudar Ciências Políticas, planos de uma menina de 18 anos  em Santa Maria. Esses eram apenas alguns dos projetos da estudante de Filosofia Thanise Corrêa Garcia, uma das 234 vítimas do incêndio na boate Kiss.

Lembrada como uma pessoa tranqüila e inteligente, ela dava aulas há um ano em uma escola de Ensino Médio em Santa Maria, apesar da pouca idade. “Ela tinha entrado para um grupo de estudos de filosofia e já estava com todas as aulas programadas até novembro”, recorda sua mãe, a auxiliar de nutrição Carina Corrêa, 34, que nesta terça-feira foi para a frente da prefeitura, com o rosto da filha estampado na camiseta, exigir uma resposta.

“Se tu montares uma carrocinha de cachorro-quente, tem de ter mil e um alvarás que a prefeitura te cobra. Mas uma empresa grande não tinha”, reclamou a mãe, que considera a tragédia fruto da “imprudência, negligência e falta de iniciativa dos responsáveis”.

Desde pequena, Thanise queria conhecer o mundo. A viagem para a Macchu Picchu estava programada para o ano que vem, mas ela já havia começado a juntar dinheiro. “Ela sempre gostou de conhecer lugares novos e culturas diferentes”, explicou Carina. A viagem mais longa que a garota fez foi para a Amazônia, onde vive o pai, mas conhecer a Europa também estava nos planos. Admiradora de Karl Marx, pretendia aprender o idioma alemão para ler os livros do comunista na versão original.

Thanise jamais havia entrado na boate Kiss até a noite de sábado, quando foi ao local para comemorar o aniversário de um amigo. Antes de ir, ligou para a mãe por volta da meia-noite para se despedir. “Não ia qualquer tipo de gente ali. Não tinha gente brigando, gente com faca, então eu achei que ela estava tranqüila”, lembrou a mãe.


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Fonte: Danton Júnior/Correio do Povo






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