 Retroescavadeira abre cratera em frente à Kiss para verificar sistemas de abastecimento dos extintores Crédito: Gabriel Jacobsen/Especial CP
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Retroescavadeira abre cratera em frente à Kiss para verificar sistemas de abastecimento dos extintores
Crédito: Gabriel Jacobsen/Especial CP
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Uma retroescavadeira começou, no fim da tarde desta quinta-feira, a abrir uma cratera em frente à boate Kiss, em Santa Maria, a pedido da Polícia Civil. O objetivo é identificar se o estabelecimento dispunha de hidrante para abastecer os extintores de incêndio. Doze agentes do Instituto Geral de Perícias, os delegados Sandro Meinerz e Marcelo Arigony, responsáveis pelo caso, e o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Jr., analisam as condições do imóvel cujo incêndio ocasionou a morte de 235 pessoas.
Durante a manhã, a empresa Hidramix, cujo sócio minoritário é um sargento do Corpo de Bombeiros de Santa Maria, negou ter feito ou orientado o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) da boate. Édio Nabinger, um dos representantes relatou à Rádio Guaíba que apenas recebeu o PPCI para poder instalar barras anti-pânico em portas internas.
Conforme Nabinger, em julho de 2012, foram colocadas duas barras simples e uma dupla na parte interna do estabelecimento. Com relação à empresa ter como sócio o sargento Roberto Flávio da Silveira, que trabalha no Corpo de Bombeiros de Santa Maria, Nabinger garantiu que o policial militar não compõe, efetivamente, a parte técnica da Hidramix. “Ele é apenas um sócio minoritário que delega a sua participação na empresa para a esposa e que atua em uma ferragem”, salientou.
O Comando Geral da Brigada Militar instaurou inquérito policial para apurar a conduta do sargento Silveira. A reportagem tentou falar com ele, mas foi informada de que está de folga. O comandante dos Bombeiros de Santa Maria, coronel Moisés Fuchs, não quis falar sobre o assunto. Representantes da Hidramix serão ouvidos pela Polícia Civil ainda nesta quinta-feira.
Integrantes da Comissão de Investigação de Sinistro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio Grande do Sul (CREA), coordenados por Carlos Wengrover, também devem fazer perícia na boate Kiss, em Santa Maria. O objetivo é coletar dados de caráter técnico e prático para esclarecer as questões levantadas pela imprensa, além de produzir documento com recomendações para proprietários de outros estabelecimentos.
De acordo com Wengrover, o parecer técnico com o resultado dessa análise deve ser divulgado na segunda-feira. Na ocasião, ressaltou, também serão revelados os nomes dos engenheiros responsáveis pelas reformas na boate. Wemgroder acrescentou, ainda, que o grupo já recebeu cinco Anotações de Responsabilidade Técnicas (ART) relativas à perícia.
Fonte: Jimmy Azevedo/Rádio Guaíba
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