 Prefeitura realizou fiscalização antes da liberação dos estabelecimentos Crédito: João Vilnei/Especial CP
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Prefeitura realizou fiscalização antes da liberação dos estabelecimentos
Crédito: João Vilnei/Especial CP
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Dois bares de Santa Maria, o Zeppelin e o Ponto de Cinema, foram autorizados a abrir novamente, porém sem música ao vivo pelo período de 30 dias, até que se encerre o luto oficial do município por conta do incêndio na boate Kiss. Os estabelecimentos estavam entre 15 que tiveram o alvará suspenso, conforme decreto do prefeito Cezar Schirmer, desde a quarta-feira. O incidente causou a morte de 236 pessoas, no último domingo.
Segundo o secretário municipal de Controle e Mobilidade Urbana, Miguel Passini, esses estabelecimentos deverão passar por uma vistoria. Ele explica que os bares estavam com a documentação em dia. “Não queremos que ninguém fique sem trabalhar. A intenção é de que se respeite o luto oficial e não haja festa com shows em Santa Maria”, observou.
Proprietários dos dois bares assinaram um termo em que se comprometem a não oferecer música ao vivo até o fim do luto oficial. “A atividade principal deles não é o show, é só o bar. Eventualmente, colocavam alguém tocando violão”, relatou Passini. O monitoramento é realizado pelo Setor de Fiscalização de Postura e pela Vigilância Sanitária do município. Os fiscais percorreram 15 estabelecimentos, entre bares, restaurantes e boates, desde a quinta-feira. Por luto ou conhecimento do decreto, 11 já estavam fechados e quatro se encontravam em funcionamento.
O tradicional Ponto de Cinema, localizado há 22 anos na rua Ângelo Uglione, centro da cidade, já não contava com música ao vivo desde a noite do incêndio na boate Kiss, em respeito às vítimas. Na quinta, o proprietário, Miguel Cortez, reuniu toda a documentação necessária e conseguiu a liberação para continuar com as portas abertas. “Acredito que estejamos bem próximos de uma adequação. Se houver algo a modificar, vamos fazer”, garantiu. O mesmo ocorreu com o Zeppelin, situado na esquina entre as ruas Venâncio Aires e Visconde de Pelotas. “Tudo o que necessitava, nós levamos para a prefeitura e conseguimos a liberação”, afirmou o dono, Marcelo da Cunha.
Fonte: Danton Júnior/Correio do Povo
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