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O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Grubba, admitiu relação dos ataques a ônibus e instalações policiais - a maioria na Grande Florianópolis - com a onda de atentados ocorridos em novembro do ano passado. O secretário atribuiu nesta sexta-feira os atos às facções do crime organizado, entre elas o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
As ações violentas dos últimos dois dias, deduzem as autoridades policiais, ocorreram após a transferência de alguns presos da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, para o Presídio Santa Augusta, em Criciúma, no Sul do Estado. Rodrigo da Pedra, considerado um dos líderes da facção, foi transferido, o que causou a revolta dos demais líderes. O PGC é dividido em dois grupos. Rodrigo é considerado um dos mandantes do segundo, formado pela nova geração do crime.
Desde a noite de quarta-feira, pelo menos 13 ocorrências foram registradas. Sete ônibus foram incendiados em Florianópolis, Balneário Camboriu, Itajaí e Gaspar. Os bandidos também incendiaram uma base da Polícia Militar em Florianópolis, lançaram uma granada contra uma delegacia de polícia além de incendiarem uma viatura de polícia, uma casa comercial e também um carro em uma revenda.
Eron Melo, de 19 anos, ocupante de um ônibus incendiado na praia dos Ingleses, em Florianópolis, deu entrada na tarde desta sexta-feira na UTI do Hospital Celso Ramos. Ele sofreu queimaduras de segundo grau por atravessar o ônibus em chamas. Conforme boletim médico, seu quadro é estável.
O delegado geral da Polícia Civil, Aldo D''Ávila destaca que ainda não foi identificada uma razão específica para a nova onda de ataques. As constantes e rígidas ações policiais no combate ao tráfico de drogas no Estado também são apontadas como motivos para revoltar os líderes da organização criminosa. "O tráfico alimenta o PGC", resumiu D''Ávila, acrescentando que serão intensificadas as escutas e as investigações para inibir eventuais ações do grupo. Outra provável motivação recai sobre a morte de uma delegada no final do ano passado. O Ministério Público acusa os integrantes do PGC como responsáveis pelo crime.
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