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04/02/2013 22:52 - Atualizado em 05/02/2013 09:56

Juiz de Santa Maria analisará três pedidos de relaxamento de sentença

Defesa do vocalista da banda ainda reúne documentação para contestar prisão temporária

Depois de prorrogar a prisão temporária dos dois sócios-proprietários da boate Kiss, do vocalista e do produtor da banda Gurizada Fandangueira por mais 30 dias, a Justiça de Santa Maria já recebeu três pedidos de relaxamento da sentença. O juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria deve analisar os pedidos assim que o promotor do caso, Joel Dutra, emitir os pareceres. Na noite desta segunda, Dutra confirmou que vai analisar, a partir da manhã desta terça, os argumentos da defesa de Kiko Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da Kiss, e do produtor da banda, Luciano Leão. A defesa do vocalista Marcelo de Jesus dos Santos ainda não enviou recurso.

Spohr e Hoffmann, contrataram, respectivamente, Jader Marques, e a dupla Mario Luis Lírio Cipriani e Bruno Seligman de Menezes. Leão escolheu como defensor o advogado Gilberto Weber. Já o defensor de Santos é o jurista Omar Obregon, que informou, no fim da noite, ainda estar reunindo documentação para contestar a temporária do cliente.

Com exceção de Kiko, ainda preso sob custódia no Hospital de Cruz Alta, os demais presos temporários permanecem detidos no Presídio Estadual de Santa Maria, no distrito de Santo Antão. A expectativa é de que o empresário receba alta nesta terça, depois de uma semana de internação, e tenha o mesmo destino.

Kiko, de 28 anos, recebe acompanhamento de uma equipe composta por um médico, um psiquiatra e um psicólogo. O paciente foi classificado pelo médico como um “individuo destruído”, sobretudo depois de ler a lista de mortos na tragédia que vitimou 237 pessoas. Durante a internação, ele tentou se suicidar usando a mangueira do chuveiro, mas foi detido por um dos policiais responsáveis pela custódia. O empresário também é submetido a tratamento psiquiátrico desde a tragédia.

Em uma entrevista coletiva, durante a tarde, o delegado responsável pelo caso, Marcelo Arigony, confirmou que o Hospital Santa Lúcia, pediu para não ficar mais com o paciente em função do assédio da imprensa.


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Fonte: Lucas Rivas e Ricardo Pont / Rádio Guaíba






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