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A droga trazida dos Estados Unidos para combater o cianeto, que intoxicou o sangue de vítimas do incêndio na boate Kiss, foi usada em 35 pessoas, segundo a Força Nacional do SUS. A hidroxicobalamina foi indicada para parte dos jovens que tiveram contato com o gás tóxico depois da queima da espuma de poliuretano que revestia o teto da casa noturna. Porém, existe controvérsia sobre o prazo para que o medicamento tenha efeito.
Estudos dizem que a droga deve ser utilizada, no máximo, até uma semana após o contato com o cianeto. O superintendente do Grupo Hospitalar Conceição e membro da força-tarefa, Carlos Eduardo Nery Paes, explica que alguns pacientes tiveram resposta positiva ao medicamento importado. “Este medicamento é somente um entre os procedimentos para as vítimas e age de forma conjugada às demais”, explicou.
No sábado, foram trazidos 140 kits da droga injetável B12. Metade do estoque ficou em Porto Alegre e as demais unidades seguiram para Santa Maria. O conhecimento da presença do gás nas vítimas do incêndio somente foi revelado depois de perícia na boate que indicou a queima de material tóxico. A hidroxicobalamina é conhecida como um antídoto para o cianeto e ainda não é aprovada no Brasil.
A força-tarefa ainda trata um paciente hospitalizado no Hospital de Clínicas com ventilação extracorpórea. O especialista em transplante de pulmão, Marcelo Cypel, vindo do Canadá para atuar no caso de Santa Maria, esclarece que existem algumas contraindicações para o uso da técnica, mas avaliou os resultados como positivos. “Existe algum risco de infecção e sangramento, por isso somos bem seletivos em relação ao uso. Somente o paciente com poucas chances de sobreviver e sem outra alternativa deve fazer uso da droga”, resume.
A Secretaria Estadual da Saúde também informou que os pacientes que tiveram alta vão receber acompanhamento para o eventual surgimento de doenças depois da intoxicação na boate.
Fonte: Samantha Klein/Rádio Guaíba
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