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Pelo menos cinco pessoas morreram e três ficaram feridas após um violento terremoto de oito graus de magnitude nas Ilhas Salomão, que provocou alertas de tsunami em outras áreas do Pacífico. Entre os mortos estão uma criança e quatro idosos - três mulheres e um homem – segundo a enfermeira do hospital de Lata nas ilhas Santa Cruz, Chris Rogers.
O terremoto aconteceu por volta da 1h (23h de Brasília) entre as ilhas Salomão e Vanuatu, ao nordeste da Austrália, perto das ilhas Santa Cruz, afetadas por uma série de fortes tremores nos últimos dias, informou o Centro de Geofísica dos Estados Unidos (USGS).
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico suspendeu o alerta de tsunami nas ilhas do Pacífico afetadas às 3h45min, duas horas e meia depois do terremoto. Uma fonte da agência meteorológica japonesa informou, no entanto, que um pequeno tsunami era esperado na costa leste do Japão a partir das 7h30min.
Segundo o USGS, uma onda de 55 cm de amplitude foi registrada na província Norte de Nova Caledônia, em Hienghène, e uma de 48 cm na ilha de Lifu. Uma onda menor, de 18 cm, foi observada em Vanuatu.
Pacientes do hospital de Lata nas Ilhas Santa Cruz foram transferidos para abrir espaço a possíveis feridos procedentes das localidades costeiras. Moradores afirmaram, no entanto, que não perceberam o tremor na capital, Honiara, a 580 quilômetros do epicentro.
O alerta de tsunami afetou Salomão, Vanuatu, Nauru, Papua-Nova Guiné, Tuvalu, Nova Caledônia, Kosrae, Fiji, Kiribati, Wallis e Futuna. Na Nova Caledônia foi ativado o plano de emergência ORSEC. O Havaí também estabeleceu uma vigilância para tsunami, informou o Instituto do Pacífico. A Nova Zelândia entrou em alerta e as autoridades australianas informaram que o país não estava sob risco.
O hipocentro do tremor foi localizado a 5,8 quilômetros de profundidade, a 60 quilômetros da ilha de Lata, segundo o USGS. Pouco depois foi registrado um tremor secundário de 6,4 graus. Constituído por 992 ilhas, o arquipélago das Salomão, pertencente à Comunidade Britânica, tem pouco menos de 600 mil habitantes que vivem essencialmente da pesca, extração de minérios e exploração florestal.
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