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06/02/2013 10:26 - Atualizado em 06/02/2013 10:33

Grávidas expostas a ar poluído dão à luz bebês menores

Baixo peso no nascimento está vinculado a maiores riscos de doenças e mortalidade pré-natal

As mulheres grávidas expostas a gases poluentes têm um risco mais elevado de dar à luz uma criança de baixo peso, segundo um amplo estudo internacional publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos. Os cientistas constataram que quanto mais alta for a taxa de poluição, mais elevada será a taxa de nascimento de crianças com peso insuficiente. 

"São níveis de poluição do ar aos quais estamos todos expostos no mundo", afirma uma das autoras do relatório, Dra. Tracey Woodruff, professora de ginecologia e de ciência da reprodução na Universidade da Califórnia, em São Francisco. Um baixo peso no nascimento (menos de 2,5 kg) está vinculado a maiores riscos de doenças e mortalidade pré-natal, assim como a futuros problemas crônicos de saúde, destaca o doutor Payam Dadvand do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Mental (CREAL) em Barcelona, outro dos co-autores. 

Woodruff destacou que os países que têm normas mais rígidas para limitar a poluição dos carros e das fábricas a carvão registram níveis menores destes poluentes. "Nos Estados Unidos, demonstramos durante vários anos que os bons resultados para a saúde e o bem-estar público da redução da contaminação do ar são maiores que os custos", disse.

A pesquisa foi baseada em três milhões de nascimentos em 14 cidades de América do Norte, África do Sul, Europa, Ásia e Austrália, no período das décadas de 1990 e 2000. As partículas poluentes que se encontram no ar são medidas em microgramas por metro cúbico de ar.

Assim, nos Estados Unidos as normas federais limitam a concentração média anual a 12 microgramas/m3. Já na União Europeia, o limite é de 25 microgramas/m3, e em Pequim foram medidos mais de 700 microgramas/m3. "Estes níveis são insustentáveis para a saúde pública mundial", destaca Mark Nieuwenhuijsen, do Creal, outro responsável pelo estudo. O estudo foi publicado pela revista médica Environmental Health Perspectives.

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Fonte: AFP





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