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07/02/2013 13:36 - Atualizado em 07/02/2013 13:58

Bombeiros aguardam documentos da prefeitura para vistoriar Porto Seco

MP pode pedir interdição do local por suposta falta de atualização de Plano de Incêndio

Complexo do Porto Seco, na Capital, pode ser interditado<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira / CP Memória
Complexo do Porto Seco, na Capital, pode ser interditado
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória
Complexo do Porto Seco, na Capital, pode ser interditado
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória

O comando do Corpo de Bombeiros em Porto Alegre revelou nesta quinta-feira que ainda está tramitando o processo de regularização da estrutura montada no Complexo Cultural do Porto Seco para o Carnaval da Capital, que começa nesta sexta. O major Roberto do Canto explicou que o documento com as exigências da corporação para a prevenção e combate a incêndio foi entregue ao poder público nesta manhã para que sejam promovidas as mudanças. Somente quandos os papeis forem devolvidos, os bombeiros vão até o local realizar a inspeção.

A Promotoria de Justiça da Habitação e Defesa da Ordem Urbanística pode solicitar ainda nesta quinta a interdição do Porto Seco, por suposta falta de atualização do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). O Ministério Público confirmou que o promotor Fábio Sbardelotto aguarda um posicionamento da prefeitura antes de ajuizar o pedido.

O major do Canto não comentou a informação, mas adiantou que ainda há tempo para a vistoria da área. Ele disse não ter confirmação do horário para a visita, mas confirmou que ocorrerá antes do início dos desfiles das escolas de samba.

Por outro lado, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) garate que o PPCI é válido. A prefeitura deve encaminhar ao MP documentos para evitar o pedido de interdição. O major do Canto deixou claro que o processo tramitando trata apenas da estrutura montada no complexo do Porto Seco. Em relação aos barracões – que são permanentes – preferiu não vai se manifestar.

Carnavalescos receosos


O presidente da Associação das Entidades Carnavalescas, Vitor Hugo Amaro, disse estar acompanhando os desdobramentos do caso com dois sentimentos: tranquilidade e receio. "Da nossa parte, estamos tranquilos porque realizamos tudo aquilo que foi pedido (pelos Bombeiros). Evidentemente que enquanto não tivermos o aval, o resultado final da vistoria, ficamos um pouco, digamos assim, receosos que tenha alguma coisa a ser corrigida, mas se tiver alguma coisa será pequena e até amanhã estará tudo em dia", disse.

Em dezembro de 2011, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre já havia solicitado a interdição do Porto Seco da Capital. Na ocasião, o pedido foi estendido também ao Complexo Usina do Gasômetro. O motivo na época foi a falta de atendimento das legislações federais, estadual e municipal que determinam a obrigatoriedade do PPCI, aprovado pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a legislação municipal, todas as edificações localizadas na Capital devem adotar normas de proteção contra incêndio. A Justiça atendeu ao pedido e determinou a interdição. Ambos os locais foram intimados a realizar as adequações necessárias para a expedição dos alvarás.

Com informações dos repórteres Samuel Vettori e Jerônimo Pires

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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