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11/02/2013 18:09 - Atualizado em 11/02/2013 18:59

Corpo de segurança da boate Kiss é velado em Santa Maria

Rodrigo Taugen foi a 239ª vítima fatal de incêndio na casa noturna

Velada em Santa Maria 239ª vítima de incêndio em boate<br /><b>Crédito: </b> João Vilnei / Especial CP
Velada em Santa Maria 239ª vítima de incêndio em boate
Crédito: João Vilnei / Especial CP
Velada em Santa Maria 239ª vítima de incêndio em boate
Crédito: João Vilnei / Especial CP

A 239ª vítima do incêndio em Santa Maria, Rodrigo Taugen, de 29 anos, está sendo velado na tarde desta segunda-feira, em Santa Maria. De acordo com amigos e parentes, era ele o principal responsável por sustentar a família: sua mãe de criação, uma irmã e quatro sobrinhos.

"Ele estava sempre alegre", lembrou a amiga Andressa Ângela da Silva Brondani. Rodrigo era funcionário de uma empresa terceirizada e folgou na sexta, tendo de trabalhar na escala de final de semana. Foram 16 dias de luta no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, mas ele não resistiu aos ferimentos e intoxicação provocadas pela tragédia na boate Kiss, no último dia 27.

Ele será sepultado às 9h de terça-feira no Cemitério Ecumênico do municipio. A mãe, Romilda Catarina Taugen.  recorda que criou Rodrigo desde os 5 dias de nascimento. Segundo ela, era um rapaz carinhoso e que gostava de jogar canastra com a familia.

Vítima transferida para realizar transplante


Outra vítima da tragédia foi transportada, na tarde desta segunda-feira, em um avião bimotor da Brigada Militar para Porto Alegre, onde foi internada no Hospital de Pronto Socorro. Segundo os médicos, o paciente tem 50% do corpo queimado e vai precisar de um transplante de pele.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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