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13/02/2013 08:34 - Atualizado em 13/02/2013 09:00

Obama anuncia retirada de 34 mil soldados americanos do Afeganistão até 2014

Mensagem foi lida no Congresso americano durante o discurso do Estado da União

Obama fez primeiro discurso após ser reeleito presidente dos Estados Unidos<br /><b>Crédito: </b> Charles Dharapak / Pool / AFP
Obama fez primeiro discurso após ser reeleito presidente dos Estados Unidos
Crédito: Charles Dharapak / Pool / AFP
Obama fez primeiro discurso após ser reeleito presidente dos Estados Unidos
Crédito: Charles Dharapak / Pool / AFP

No primeiro discurso após ser reeleito, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso que tome medidas para impulsionar a economia, controlar a venda de armas e reformar o sistema migratório, além de abordar questões sobre política externa, entre elas, a guerra no Afeganistão. A mensagem foi lida no Congresso nessa terça-feira durante o discurso do Estado da União e acompanhada por milhões de americanos.

Obama direcionou-se ao governo do Irã, que, em duas semanas, terá novas negociações com as potências mundiais, e disse que este "é o momento de uma solução diplomática". O democrata anunciou a repatriação de 34 mil soldados americanos que estão no Afeganistão no próximo ano, antes do encerramento da guerra, em 2014. Ainda sobre política externa, Obama prometeu "medidas firmes" junto aos aliados de Washington contra as "provocações" da Coreia do Norte, depois que o Estado comunista realizou seu terceiro teste nuclear.

O presidente americano disse ainda que a principal tarefa do país é estabilizar o orçamento e ponderou que cortes de gastos de grande envergadura que entrarão em vigor automaticamente em 1º de março são uma "péssima ideia". "Estes cortes súbitos, graves e arbitrários, colocariam em risco nossa disponibilidade militar. Destruiriam prioridades como a educação, energia e as pesquisas médicas. Definitivamente, desacelerariam nossa recuperação, e nos custariam centenas de milhares de empregos", advertiu. "Não é de um governo maior que precisamos, e sim de um governo mais sensato, que estabeleça prioridades e invista em um crescimento generalizado", afirmou Obama diante de um Congresso dividido, com a Câmara dos Representantes nas mãos dos republicanos.

Ainda nas tentativas de superar os efeitos da crise econômica, Obama anunciou a criação de
três novos centros
de inovação produtiva para geração de empregos. "Os EUA unirão forças com os aliados para erradicar a pobreza extrema no mundo nas próximas duas décadas: ligando mais gente à economia global e dando poder às mulheres, dando a nossos jovens e às nossas mentes mais brilhantes novas oportunidades para servir", disse o democrata.

Em sua mensagem, interrompida diversas vezes por aplausos, Obama referiu-se também a outro tema que chamou a atenção nas últimas semanas, após um massacre de crianças em Newtown, Connecticut, em dezembro: o controle das armas de fogo. "Sei que esta não é a primeira vez em que este país discute uma forma de reduzir a violência armada. Mas desta vez é diferente", afirmou. “Cada uma destas propostas merece um voto no Congresso", disse, diante de uma plateia em que estavam presentes parentes de vítimas de Newtown.

Lei de reforma migratória nos próximos meses

Obama também citou outra das prioridades de seu segundo mandato, a reforma migratória, ao pedir ao Congresso que lhe envie, nos próximos meses, uma lei de reforma que inclua um caminho para a cidadania dos 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos. O presidente aplaudiu os esforços iniciais de ambos os partidos no Congresso para trabalhar pela medida. "Sabemos o que deve ser feito. Pois bem, terminemos de fazê-lo", exclamou.

Um grupo bipartidário de senadores fechou em janeiro um acordo de princípios para avançar em uma reforma migratória, enquanto deputados na Câmara dos Representantes, dominada pela oposição republicana, trabalham em um projeto de reforma.

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Fonte: AFP






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