 Delegado Sandro Meinerz trabalha nas investigações sobre o incêndio na boate Kiss Crédito: João Vilnei / Especial CP
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Delegado Sandro Meinerz trabalha nas investigações sobre o incêndio na boate Kiss
Crédito: João Vilnei / Especial CP
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A Polícia Civil cogita solicitar à Justiça a prisão preventiva dos quatro investigados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Centro do Estado, ocorrido no dia 27 de janeiro. Os dois sócios da casa noturna Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor do grupo Luciano Leão estão na Penitenciária Estadual de Santa Maria. A intenção da polícia é evitar que os suspeitos sejam liberados em 2 de março, quando termina o prazo das reclusões temporárias.
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil retomou os depoimentos de pessoas que tiveram envolvimento com a tragédia. Cinco delegados trabalham nas investigações: Luisa Souza dos Santos, Gabriel Zanella, Marcelo Arigony, Marcos Vianna e Sandro Meinerz. A polícia espera enviar o inquérito à Justiça até 26 de fevereiro. Em decorrência do incêndio na boate Kiss 239 pessoas morreram.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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