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17/02/2013 21:17 - Atualizado em 17/02/2013 21:25

Mais detentos de SC serão transferidos para penitenciárias federais

Governador afirmou que estado espera apenas pelas condenações na Justiça

Mais detentos de SC serão transferidos para penitenciárias federais<br /><b>Crédito: </b> Fábio Bispo / Notícias do Dia / CP
Mais detentos de SC serão transferidos para penitenciárias federais
Crédito: Fábio Bispo / Notícias do Dia / CP
Mais detentos de SC serão transferidos para penitenciárias federais
Crédito: Fábio Bispo / Notícias do Dia / CP

Novos presos serão transferidos de Santa Catarina para penitenciárias federais numa segunda leva, comunicou neste domingo o governador Raimundo Colombo. "Estamos apenas aguardando as condenações na Justiça", disse. Na madrugada de sábado, com o apoio da Força Nacional, uma megaoperação iniciou a transferência de apenados envolvidos nos atentados pelo estado. A ofensiva ocorreu simultaneamente em seis cidades: Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Joinville, Chapecó e Itajaí.

Segundo o governo estadual, em dez anos, o número de detentos subiu em Santa Catarina de 7 mil para 17 mil. "É muito ruim você ter presos de pequenos furtos nas penitenciárias. Porque são eles que vão ser a massa de manobra para o marginal mais perigoso. A mistura cria universidades do crime", disse Colombo. Por isso, o governador defende penas alternativas, além do aumento de presos trabalhando, o que oferece uma alternativa à vida dentro do crime organizado. "Queremos sufocar a mão de obra das facções."

Nessa ação, o governador inclui o combate ao tráfico de drogas. "O viciado é o escravo, a massa de manobra, tem que receber tratamento para se curar. Já o traficante tem que enfrentar e ser punido com o rigor máximo da lei", acredita.

O governador também disse que sabia desde o dia 6 de fevereiro que a Força Nacional viria para Santa Catarina. Desde essa data, a força estava em alerta para vir ao estado caso os atentados se intensificassem e a operação contra as facções tivesse que ser antecipada. "A gente dizer que não viria era parte da estratégia", confidenciou o governador.

O sucesso da operação, segundo Colombo, dependia muito desse encaminhamento por duas razões: o elemento surpresa e a ausência de provocações contra as facções. Desde o início da resposta massiva das forças do Estado em conjunto com a Força Nacional já são 144 presos: 25 pessoas na primeira madrugada (de sexta para sábado), 53 nesta madrugada e 45 indiciados que já estavam nas cadeias e 21 menores apreendidos.

"Uma coisa foi nossos policiais subirem o morro e surpreenderem os bandidos. Seria outro cenário se eles já estivessem preparados". Em contrapartida, o governador declarou que viu ações políticas serem tomadas para desgastar o Estado, "como a do sindicato dos trabalhadores de ônibus em Florianópolis”. A categoria ameaçou parar se não tivesse escolta policial à noite.

Balanço da operação

Com uma única ocorrência na madrugada de domingo, o número de atentados chegou a 107 em 31 municípios. Desse número, 78 foram considerados atentados e 29, atos de vandalismo, de acordo com a Diretoria de Informação e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. "Operadores foram transferidos, executores estão sendo presos, inclusive alguns advogados que estavam metidos até o pescoço no financeiro e no operacional dessas facções", explicou o governador.

Nesse sábado, a Polícia Civil deu início ao interrogatório dos 70 presos suspeitos de integrar as facções criminosas responsáveis pelos ataques no estado. Foram expedidos 97 mandados de prisão.

"Eu não sinto que tudo esteja resolvido, mas entramos em uma nova fase. Porém, tenho certeza que vamos vencer", declarou Colombo. O governador acredita que os ataques são um novo fenômeno social, e que o problema não será unicamente de São Paulo e Santa Catarina. "Infelizmente, é uma realidade que eu acho que a sociedade de outros estados vai acabar enfrentando e que temos que combater fortemente”, acrescentou.

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Fonte: Correio do Povo






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