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24/02/2013 20:02 - Atualizado em 24/02/2013 20:22

Polícia pretende ouvir 150 para entregar inquérito sobre incêndio nesta semana

Mais de 300 pessoas já prestaram depoimentos sobre tragédia da Kiss

A Polícia Civil (PC) começa a segunda-feira com a missão de ouvir 150 testemunhas do incêndio na boate Kiss nos próximos dias para entregar o inquérito nesta semana. O encaminhamento do documento com o resultado da investigação ao Judiciário também depende da perícia do Departamento Médico Legal (DML). O prazo para a entrega do inquérito é de 30 dias, que se encerram na quarta-feira. O delegado Sandro Meinerz disse que a ideia é não pedir a prorrogação.

Mais de 300 pessoas já foram ouvidas. Entre os resultados que ainda são aguardados da perícia está o que vai mostrar se foi o gás cianeto o responsável pela maioria das mortes, como suspeita a polícia. O produto tóxico pode ter sido liberado com a queima da espuma utilizada para revestir o teto da casa noturna.

A PC também aguarda o resultado de necropsias realizadas nos corpos e laudos sobre o funcionamento dos extintores. Pelo menos um dos equipamentos falhou, segundo testemunhas. O fogo começou quando um sinalizador utilizado por um dos músicos da banda Gurizada Fandangueira tocou o revestimento inflamável.

A investigação nesta semana será focada na coleta de depoimentos de bombeiros, secretários e fiscais da Prefeitura de Santa Maria, segundo Meinerz, um dos delegados responsáveis pelo caso. "Não colhemos ainda todas as versões dos Bombeiros e logo vamos chamar os demais envolvidos e faremos o cruzamento (das informações) com as legislações municipais e estaduais para verificar os erros nos alvarás emitidos", ressaltou o policial.

A coleta de depoimentos está sendo realizada por cinco delegados de Santa Maria, auxiliados por oito escrivães. A PC cogita fazer acareações entre os sócios da boate, Mauro Hoffmann e Kiko Spohr, e testemunhas da tragédia.

Mais de 420 pessoas se cadastraram no site lançado pela PC para localizar os frequentadores da festa na noite do incêndio. A página na internet permitiu que mais testemunhas da tragédia fossem ouvidas.

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Fonte: Rádio Guaíba






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