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01/03/2013 21:47 - Atualizado em 01/03/2013 22:04

Governo da Colômbia e guerrilha avançam nas negociações de paz

Representantes se reuniram em Havana para discutir acordos

As negociações de paz entre o governo da Colômbia e a guerrilha das Farc registraram avanços significativos em Havana, capital cubana. De acordo com o chefe da delegação oficial, Humberto de la Calle, há um maior consenso sobre os acordos relativos ao processo de desenvolvimento agrário.

Os comentários foram feitos no início de um recesso nas negociações até 11 de março.  Segundo De la Calle, o consenso em torno dos acordos rurais é um dos objetivos centrais do governo. Ele enfatizou que o diálogo está num momento-chave, durante o qual são esperados resultados.

"Estes acordos no tema agrário nos permitirão continuar com a discussão sobre outros temas da agenda", alegou. De la Calle destacou que "com as Farc passamos da fase de aproximação para a de acordos em torno do processo do desenvolvimento rural profundo, algo que faz parte dos propósitos centrais do governo".

"Em particular, avançamos na elaboração de programas e instrumentos de recuperação de terras em mãos ilegais e acesso por parte de pequenos agricultores que carecem delas ou as possuem de maneira insuficiente", explicou. "Também abordamos a necessidade de se atualizar o cadastro rural e de se criar incentivos para uma melhor utilização do solo".

De la Calle reafirmou, no entanto, que o Exército e a Polícia manterão suas operações contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A guerrilha propôs ao governo do presidente Juan Manuel Santos um cessar-fogo bilateral de dois meses, a partir de 20 de janeiro. "Isto é duro, sabemos que alguns se confundem, mas manter as operações (militares) é um sinal de fortaleza do Estado, e não de debilidade", destacou.

O chefe da delegação das Farc, Iván Márquez, estimou que o "ciclo de negociações terminou com progressos que traduzem bem a nossa vontade de paz". Márquez disse que "jamais o processo de paz avançou tanto" na Colômbia".

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Fonte: AFP






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