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02/03/2013 09:47 - Atualizado em 02/03/2013 09:48

Obama ordena corte de 85 bilhões de dólares no orçamento

Presidente dos Estados Unidos responsabilizou republicanos pelas restrições

Presidente dos Estados Unidos responsabilizou republicanos pelas restrições<br /><b>Crédito: </b> Saul Loeb/AFP/CP
Presidente dos Estados Unidos responsabilizou republicanos pelas restrições
Crédito: Saul Loeb/AFP/CP
Presidente dos Estados Unidos responsabilizou republicanos pelas restrições
Crédito: Saul Loeb/AFP/CP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou na noite dessa sexta-feira um corte de 85 bilhões de dólares no orçamento federal, algo que poderá retardar a recuperação da economia americana e afetar o emprego no país.

Após responsabilizar os republicanos pela entrada em vigor dos cortes compulsórios no orçamento, Obama cumpriu com a obrigação legal de reduzir os gastos domésticos e de defesa, diante do fracasso nos esforços para se obter um acordo suprapartidário sobre a redução do déficit fiscal.

O corte de 85 bilhões de dólares sobre o atual exercício fiscal, que se encerra no dia 30 de setembro, prevê uma redução de 8% no orçamento da Defesa e de 5% em outros setores da administração federal, o que provocará a interrupção dos serviços públicos, tendo em conta a necessidade de se adotar licenças sem pagamento para milhares de funcionários.

Mais cedo nesta sexta-feira, Obama descreveu o corte como "estúpido", alegando que provocará desemprego e terá um impacto negativo sobre a economia americana, e acusou seus adversários republicanos pela situação.

"Diante da ausência de uma decisão do presidente (republicano) da Câmara de Representantes, John Boehner, e de outros legisladores para colocar os interesses das famílias de classe média acima dos interesses políticos, os cortes entrarão em vigor", lamentou Obama.

Desde 2011, quando os conservadores assumiram o controle de parte do Legislativo, Obama e seus adversários republicanos discutem uma forma de equilibrar as contas públicas diante da alta vertiginosa da dívida na primeira economia mundial, que já atinge os 16 trilhões de dólares.



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Fonte: AFP






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