 Corpo de jovem é velado no salão nobre da prefeitura de Livramento Crédito: Daniel Badra / Especial CP
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Corpo de jovem é velado no salão nobre da prefeitura de Livramento
Crédito: Daniel Badra / Especial CP
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O corpo de Pedro Falcão Pinheiro, a 240ª vítima do incêndio ocorrido na boate Kiss em Santa Maria, será sepultado no final da manhã deste domingo no cemitério Parque Vale dos Sinos, em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Estado. O jovem, de 25 anos, morreu na manhã de sábado no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, após ficar 34 dias internado.
O corpo do rapaz chegou na Fronteira Oeste no início da madrugada e foi velado no salão nobre da prefeitura municipal. O prefeito Glauber Lima, decretou luto oficial na cidade. Pedro Falcão Pinheiro era natural de Livramento, mas morava em Santa Maria, onde estudava no Centro Universitário Franciscano (Unifra).
Segundo o superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Carlos Eduardo Nery Paes, o paciente apresentava o estado de saúde mais delicado do hospital. "Ele estava com problemas renais e passava por hemodiálise. Era o caso mais grave de todos", explicou. O jovem tinha queimaduras graves e foi tratado com o medicamento hidroxicobalamina, importado dos Estados Unidos, em razão da intoxicação por cianeto liberado da queima da espuma que revestia a casa noturna.
A necropsia confirmou que as vítimas do incêndio da boate Kiss tinham a substância cianeto no sangue. Os autos do exame, fotografias e laudos periciais foram anexados ao pedido de prisão preventiva dos dois sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, além dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor Luciano Augusto Bonilha, decretada na sexta-feira pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo
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