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Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dos rodoviários de Porto Alegre criticaram, em sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira, a postura do sindicato da categoria. Pela CUT, o orador foi Rubens Antônio Doval, enquanto o integrante da Comissão de Negociação dos Rodoviários a falar foi Maurício Barreto. Eles voltaram a citar as principais reivindicações da categoria que não teriam sido atendidas nas negociações do sindicato e mantiveram o estado de greve.
Segundo Barreto, poderá ocorrer paralisação, já que ocorreu um adiamento da audiência entre empregados e patrões no Tribunal de Justiça do Estado (TJE), remarcada para o dia 20. Rubens Doval lamentou a transferência da audiência sobre a legalidade do movimento. “Estamos no aguardo de 20 de março, mas a mobilização vai continuar”, disse. Lembrou que os rodoviários reivindicam jornada de seis horas diárias e o fim do banco de horas e se opõem ao aumento das passagens. A seu ver, o sindicato dos rodoviários tem lutado contra sua própria categoria.
“Todos os presidentes do sindicato têm ficado de quatro; não queremos mais isso”, garantiu. “Há situações de desconforto físico e moral”, acrescentou. Conforme Doval, “a patronal age como uma máfia; onde há corrupção, há corruptor, o que precisa ser visto pelo Ministério Público e por esta Casa.” O representante da CUT criticou a instalação do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na Capital. Citou reportagem de jornal para alertar para o iminente desemprego em massa. Segundo ele, haverá uma redução de 30% na frota de coletivos, podendo chegar a 510 veículos. Por seus cálculos, considerando quatro funcionários por veículo, “2 mil trabalhadores irão para a rua”.
Maurício Barreto, funcionário da empresa Tinga e membro da Comissão de Negociação, garantiu que o movimento está forte. “O TJE transferiu a audiência de hoje para 20 de março; parece que vamos ser enganados mais uma vez, mas não vamos deixar”, disse. “Esse adiamento está nos encaminhando para uma greve.” Na sua opinião, o problema maior dos rodoviários é o banco de horas, “que gera transtornos pessoais e físicos”.
Fonte: Correio do Povo
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