 Análise busca explicar motivos do conduto desmoronar ao invés de transbordar Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória
|
Análise busca explicar motivos do conduto desmoronar ao invés de transbordar
Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória
|
O diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluvais (DEP), Tarso Boelter, e membros da equipe técnica do departamento compareceram, na tarde desta segunda-feira, à Câmara Municipal de Porto Alegre para explicar a situação do Conduto Álvaro Chaves. Ao detalhar aos vereadores as medidas que estão sendo tomadas para esclarecer as causas da ruptura eles argumentaram que a chuva do dia 20 de fevereiro foi um evento isolado e que ocorre "uma vez a cada 90 anos".
“Considerando-se as séries históricas, a probabilidade de ocorrer uma chuva como a do dia 20 é de uma vez a cada 90 anos, e o conduto foi projetado para suportar uma intensidade de chuva que cai, em média, uma vez a cada dez anos. Mesmo assim, ele deveria transbordar, e não ruir”, destacou a engenheira civil do DEP, Daniela Benfica. Ela acrescentou que aumentar a capacidade de suporte da estrutura acarretaria mais custos e impacto ao meio ambiente.
“Solicitamos o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS) para realizar um parecer técnico acerca dos motivos do incidente. Tenho total confiança na comissão técnica que foi formada pela entidade”, afirmou Boelter. A previsão é de que um relatório seja divulgado em 15 dias.
Devido à forte chuva que atingiu Porto Alegre no dia 20, uma cratera se abriu na esquina da rua Coronel Bordini com a Marquês do Pombal, no bairro Auxiliadora. Parte do Conduto Forçado Álvaro Chaves, obra que custou R$ 59 milhões aos cofres públicos, cedeu e um carro caiu no local. Durante a inundação, dezenas de carros ficaram presos na água e alguns chegaram a flutuar tamanho o volume de precipitação.
Dos 15 mil metros de canalizações do Álvaro Chaves, 1,95 mil metros são de conduto forçado (rede sob pressão), 2,51 mil metros são redes de macrodrenagem e 10,85 mil metros são tubulações de microdrenagem (rede de diâmetro inferior a 1,5 metro).
Cerca de 3,8 mil metros de galerias de concreto foram construídas no subsolo para conduzir a água da chuva ao Guaíba. Na Rua Cel. Bordini localiza-se a maior galeria do conduto, com 7,5 metros de largura e 2,5 metros de altura. Para a execução dessa galeria, o DEP fez uma escavação de 8,8 metros de profundidade, maior que um prédio de dois andares.
O diretor do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Ernesto Teixeira, afirmou que foram recebidas 717 chamadas emergenciais de pessoas prejudicadas pela forte chuva de fevereiro. De acordo com ele, uma grande quantidade de lixo acumulado como pneus, troncos e até mesmo sofás e armários foi encontrada após a enxurrada.
Fonte: Correio do Povo
|