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A presidente Dilma Rousseff deverá se encontrar com o novo papa pelo menos em duas ocasiões durante a Jornada Mundial da Juventude, informou nesta segunda-feira o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Um dos auxiliares mais próximos de Dilma, Carvalho acompanha de perto os preparativos do evento, que ocorrerá de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro.
Apesar de ainda não ter sido eleito o sucessor de Bento XVI, o governo mantém o cronograma dos preparativos. "Pelo planejamento até agora, a presidente estaria com o papa no Palácio Laranjeiras e, depois, no domingo, na chamada missa do envio, a missa principal, que vai ser em Guaratiba", explicou o ministro.
De acordo com Carvalho, o Palácio do Planalto recebeu sinalização do Vaticano de que o novo papa participará do evento. "Recebemos já de maneira muito clara. A jornada é considerada um evento muito importante, até para a consolidação da igreja, e vemos como um momento muito positivo para a juventude brasileira, porque temos temas como drogas, violência contra a juventude", afirmou. "No nosso modo de ver, a eleição de um novo papa torna a jornada ainda maior, porque possivelmente será a primeira visita do pontífice ao exterior."
Assim que o novo papa for escolhido, a presidente Dilma deverá mandar uma delegação para a posse e encaminhar uma carta renovando o convite para a visita ao Brasil. Questionado sobre críticas de que o governo brasileiro demorou para se manifestar sobre a renúncia de Bento XVI, Carvalho comentou que "a presidente se manifestou no momento em que achou que devia se manifestar. Tivemos a informação de que foi muito bem-recebida em Roma a mensagem dela. Quanto ao conclave, o governo brasileiro, além de não interferir, não deve se pronunciar".
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