 Julgamento do ex-goleiro Bruno ocorre em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte Crédito: Eugênio Moraes / Jornal Hoje em Dia / CP
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Julgamento do ex-goleiro Bruno ocorre em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte
Crédito: Eugênio Moraes / Jornal Hoje em Dia / CP
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O julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes, que acontece nesta terça-feira no fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, será retomado à tarde com a leitura de peças do processo e a exibição de um vídeo a pedido da acusação. Também há expectativa de que o jogador e a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo sejam ouvidos. Bruno é acusado do sequestro e assassinato da ex-amante Eliza Samudio, em junho de 2010. A vítima tinha 24 anos e teve um filho com o ex-atleta do Flamengo. Dayanne Rodrigues responde por sequestro e cárcere privado da criança.
Crescem, nos bastidores do fórum de Contagem, os rumores sobre uma possível confissão do ex-goleiro. O advogado de Bruno, no entanto, negou que tenha procurado os representantes da acusação e que seu cliente vá confessar o assassinato. Já outro defensor do réu, Tiago Lenoir, foi mais taxativo e disse que Bruno não vai confessar "porque não participou do crime".
A tia do atleta, Célia Aparecida Rosa Sales, confirmou em depoimento ter visto Eliza Samudio no sítio de Bruno em Esmeraldas, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte, "no dia 9 ou 10 de junho", data em que Eliza teria sido assassiada. Contou que foi ao local com Dayanne Rodrigues. Célia afirmou que estavam no sítio, além de Eliza, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Sérgio Rosa, seu filho, que foi morto, Jorge Luiz, o primo de Bruno e Coxinha. O filho que Eliza teve com Bruno também estava no sítio, segundo a tia do ex-goleiro, assim como as filhas que Bruno teve com Dayanne.
A tia do réu contou também que teria conversado muito com Eliza e que esta teria até ajudado a preparar a comida que foi servida no local nesse dia. Disse que Eliza chegou a convidar alguns dos que estavam no sítio para a visitarem no apartamento para onde achou que seria levada ao deixar o sítio com Macarrão, Jorge Luiz Lisboa Rosa e Sérgio Rosa Sales. Neste momento, disse a tia de Bruno, Eliza teria sido levada para ser morta pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Célia Rosa Sales contou que ficou com o bebê de Eliza Samudio porque achou que a mãe teria ido para São Paulo "resolver algumas coisas" após deixar o sítio do atleta e, posteriormente, não retornar. Segundo ela, a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, também cuidou da criança antes de viajar para o Rio de Janeiro e teria tratado o bebê "como se fosse filho dela".
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