 Goleiro assistiu à reconstituição dos últimos dias de Eliza Samudio em seu sítio feita por seu primo Crédito: Samuel Costas / Jornal Hoje em Dia / CP
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Goleiro assistiu à reconstituição dos últimos dias de Eliza Samudio em seu sítio feita por seu primo
Crédito: Samuel Costas / Jornal Hoje em Dia / CP
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Por volta das 16h55min desta terça-feira, o goleiro Bruno Fernandes chorou no Fórum de Contagem (MG). Ao lado de Dayanne Rodrigues, ele assiste à reconstituição dos últimos dias de Eliza Samudio em seu sítio feita por seu primo Sergio Rosa Sales, que acabaria sendo assassinado em 2012 num crime que, segundo a policia, foi passional. Dayanne permanecia impassível.
O advogado Lúcio Adolfo entregou um lenço para o goleiro enxugar as lágrimas.A mãe de Eliza, Sonia Moura, deixou mais cedo a sala do júri, amparada por sua advogada. Ela começou a chorar durante a exibição de entrevistas da filha e depois do Jorge Luiz, que denunciou na época do crime que a modelo havia sido asfixiada e seus restos mortais jogados para cães. Os vídeos estão sendo exibidos a pedido da Promotoria.
Bruno depõe nesta quarta
Depois de dois dias, o momento mais esperado do julgamento do goleiro Bruno Fernandes vai ocorrer na quarta-feira. O próprio goleiro será interrogado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelos advogados de defesa de todos os acusados de envolvimento no sequestro, cárcere privado e assassinato da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, de 24 anos, e do bebê que a vítima teve com o atleta.
Teve início no início da noite desta terça-feira o depoimento da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, que ainda estava em andamento. O goleiro foi retirado do plenário por ordem da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues para a oitiva de Dayanne.
Bruno é acusado de ser o mandante do sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza, enquanto Dayanne é processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê. Desde o início do julgamento, na segunda-feira, circulam rumores no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, de que o goleiro poderá confessar sua participação no crime. Mas a reportagem apurou que a defesa, apesar de assumir a morte da jovem, deve negar qualquer envolvimento do jogador com o crime. A estratégia seria atribuir o sequestro e o assassinato ao ex-braço direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.
Em novembro passado, Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 em regime fechado, depois de assumir que participou da morte de Eliza, mas alegou que o goleiro foi o mandante do crime. "Dissemos para ele (Bruno) contar o que sabe. Dissemos que a máscara já caiu. Ele não é mais goleiro do Flamengo. É um cidadão comum, um preso, um réu", declarou o advogado Tiago Lenoir, um dos defensores do jogador. Mas ele ressaltou que isso não significa que o acusado vá assumir que cometeu o crime. "Se ele confessar, a confissão vai surpreender até os advogados", avaliou.
Questionado sobre a possibilidade de o goleiro atribuir o crime a Macarrão, o advogado preferiu manter silêncio e disse apenas que, entre a palavra do goleiro e do ex-amigo, a do jogador teria "muito mais peso". "A confissão do Macarrão é completamente distinta das provas no processo", avaliou.
Depoimentos
Nesta terça, foi realizado o depoimento da segunda das duas testemunhas que o promotor Henry Wagner Vasconcelos, responsável pela acusação, quis ouvir em plenário. João Batista Alves Guimarães apenas confirmou que acompanhou a oitiva de Cleiton da Silva Gonçalves, outra testemunha do caso, à polícia. O promotor dispensou as demais testemunhas que havia arrolado.
Além de Guimarães, também foi realizado o depoimento de Célia Aparecida Rosa Sales, prima de Bruno. Vasconcelos ainda ressaltou que ela tem "relação de irmã" com o goleiro e a mulher foi ouvida na condição de informante, o que significa que ela não tem compromisso com a verdade como as testemunhas. Ela confirmou que teve que cuidar do filho de Eliza com Bruno, função que também coube a Dayanne após a mãe bebê ser levada do sítio do goleiro em Esmeraldas, também na região metropolitana da capital mineira, e não retornar mais.
De acordo com Célia, Eliza foi levada por Macarrão e por Jorge Luiz Lisboa Rosa, primo do jogador que tinha 17 anos à época. A informante disse que Eliza acreditou estar sendo levada para um apartamento que Bruno teria oferecido para ela morar com o filho do casal e que chegou a convidar pessoas que estavam no sítio para visitá-la. Porém, o promotor Henry Vasconcelos apontou uma série de contradições entre as declarações de Célia à polícia, na época das investigações, e as prestadas à Justiça.
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