|
A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) acredita que o reajuste de 5% no preço do óleo diesel pode impactar diretamente no custo dos alimentos no Rio Grande do Sul. O presidente da Agas, Antonio Cesar Longo, explicou que pelo menos 2% de cada produto comercializado equivale ao frete realizado.
“O frete neste ano já está com o reajuste bem acima da inflação e até o momento não era preocupante este reajuste, mas a partir deste percentual com certeza o aumento do frete e da logística vai impactar mais no preço dos alimentos”, alertou. Por exemplo a cada R$ 100 gastos, R$ 2 deles são repassados ao frete realizado para o transporte do produto. Com o aumento, o total direcionado pode subir para até R$ 2,40, alertou Longo.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) também criticou a decisão do governo federal de reajustar o preço do diesel nas refinarias. A entidade lembrou que o produto é responsável por 32% do custo do transporte.
O reajuste anunciado pela Petrobras ocorreu cerca de 30 dias após o aumento realizado no final de janeiro. Na época, o reajuste ao diesel foi de 5,4% e 6,6% na gasolina. O governo federal, dessa vez, decidiu não subir o preço do combustível utilizado pelos carros no Brasil. Este é o quarto aumento do diesel desde junho do ano passado.
Ouça o áudio: Presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antonio Cesar Longo
Fonte: Lucas Rivas / Rádio Guaíba
|