 Dayanne Rodrigues é julgada pelo sequestro e cárcere do filho de Bruno com Eliza Crédito: Samuel Costa / Jornal Hoje em Dia / CP
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Dayanne Rodrigues é julgada pelo sequestro e cárcere do filho de Bruno com Eliza
Crédito: Samuel Costa / Jornal Hoje em Dia / CP
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O julgamento do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, de 28 anos, entra na fase final e seu destino pode ser definido nesta quinta-feira pelos jurados, quando ocorre a quarta, e possivelmente última sessão do júri. Ele é acusado de mandar sequestrar e matar a ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, com quem teve um filho. A ex-mulher do jogador Dayanne Rodrigues, também está sendo julgada.
Por volta das 10h, ela começou novamente a ser interrogada no fórum de Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), para esclarecimentos adicionais sobre as ligações entre ela e o policial José Lauriano, o Zezé, apontadas pela quebra de sigilo telefônico pedida pela promotoria. O interrogatório foi solicitado pela defesa dela. Foram registradas cinco ligações entre os dois no momento em Dayanne levava Bruninho para ser entregue a Emerson, o Coxinha, nas margens da BR-040, em Contagem.
Em seu depoimento, na quarta-feira, Bruno admitiu, pela primeira vez, saber que Eliza Samudio está morta, mas disse não ter sido o mandante do crime, atribuindo a culpa a Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, seu braço direito na época, que já foi condenado em outro julgamento.
Bastante assediada na entrada do Fórum de Contagem, a mãe de Eliza, Sônia Moura, voltou a dizer que Bruno mentiu em seu depoimento. "Ele ia entrar mesmo em contradição, tanto que ele não permitiu que o senhor promotor e os advogados de acusação fizessem perguntas a ele, com medo. Mas graças a Deus, o Espírito Santo tem agido e eu tenho certeza que o espírito Santo de Deus está sobre a cabeça da Justiça, e a Justiça vai ser feita", disse Sônia Moura, que pediu novamente que o réu diga onde está o corpo de sua filha.
O promotor responsável pela acusação, Henry Wagner Vasconcelos, afirmou que vai pedir pena próxima à máxima ao réu - 30 anos no Brasil -, por homicídio triplamente qualificado. Os sete jurados - cinco mulheres e dois homens - irão decidir se Bruno é culpado e qual seriam as qualificadoras para o crime. Os próprios advogados de Bruno já admitem a condenação, e afirmam que vão tentar trabalhar no debate para atenuar a pena tentando eliminar os qualificadores do crime.
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