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Policiais gaúchas recebem coletes à prova de balas com bojo
Crédito: Paulo Nunes
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Depois de 26 anos, a Brigada Militar corrige uma anomalia em seu equipamento para uso feminino: os coletes à prova de balas. Antes era um modelo único para ambos os sexos. Nesta quinta-feira, foi entregue o primeiro lote, de 250 peças, para as policiais militares. O colete tem um bojo na região dos seios.
Na cerimônia de entrega do equipamento, realizada no Largo Glênio Peres, no Centro, o secretário de Segurança Pública, Airton Michels, acentuou ser o Estado um dos primeiros a usar este tipo de colete. “Até então, as empresas nem pensavam neste tipo de confecção”, disse.
O colete para uso feminino em nada difere dos outros quanto a sua composição para proteção e de fixação ao corpo. Ele constituí de placas com várias camadas sobrepostas de aramida, contidas em uma capa padronizada pela BM, visando o uso no policiamento ostensivo ou tático. A única diferença é o bojo.
Este modelo, de acordo com a BM, atende a uma normativa do Departamento de Logística do Exército e Ministério da Defesa, que estabelece que “os coletes destinados ao uso feminino deverão ser adequados à proteção do busto, tendo a inscrição uso feminino”.
De acordo com a tenente-coronel Nádia Gerhard, comandante da Patrulha Maria de Penha, o colete usado até então machucava o seio, muitas vezes deixando-o roxo, além de causar dores locais e lombares. O de uso feminino, além de evitar essas dores, também dá uma proteção maior. “A placa reta (dentro do colete) absorve a bala, mas, como os seios são uma área sensível, acabávamos sentindo o impacto”, comentou. “Com este modelo feminino, isto não ocorre e não há perda da qualidade do equipamento, que continua protegendo”, disse a oficial.
Fonte: Correio do Povo
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