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07/03/2013 22:43 - Atualizado em 07/03/2013 23:21

Após 100 anos, astrônomos determinam distância de galáxia mais próxima

Grande Nuvem de Magalhães fica a 136 mil anos-luz da Via Láctea conforme pesquisa

Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da Terra, está a 136 mil anos-luz<br /><b>Crédito: </b> HO / NASA / ESA / AFP / CP
Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da Terra, está a 136 mil anos-luz
Crédito: HO / NASA / ESA / AFP / CP
Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da Terra, está a 136 mil anos-luz
Crédito: HO / NASA / ESA / AFP / CP

Astrônomos conseguiram determinar com uma exatidão sem precedentes que a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães, está a 136 mil anos-luz. O anúncio foi feito pelo Observatório Europeu Austral (ESO, em inglês), que opera o Observatório La Silla no norte do Chile, de onde foram feitas as medições.

"Estou muito emocionado porque os astrônomos estão tentando há cem anos medir com precisão a distância para a Grande Nuvem de Magalhães, e se comprovou que isto é extremamente difícil", disse Wolfgang Gieren, um dos pesquisadores que lidera a equipe. "Agora resolvemos este problema com um resultado demonstrável e com uma precisão de 2%", acrescentou o astrônomo da Universidade de Concepción, situada no sul do Chile.

Além dos telescópios instalados em La Silla, os astrônomos usaram instrumentos de observação ao redor do mundo. Os astrônomos obtiveram a distância da Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da Via Láctea, observando um raro par de estrelas próximas, conhecidas como "binárias eclipsantes", mediante acompanhamento do brilho e de suas velocidades orbitais, o que permite obter distâncias precisas, informou o ESO.

Gieren informou que a descoberta é um passo à frente crucial para entender a natureza da misteriosa energia escura que faz com que a expansão do Universo esteja se acelerando. Os resultados da investigação são publicados na edição desta quinta-feira da revista Nature. Esta descoberta foi conquistada graças ao uso de instrumentos como o HARPS, usado para obter velocidades extremamente precisas de estrelas, e o SOFI, usado com a finalidade de se conseguir as medidas precisas da intensidade do brilho destes astros.

Esta equipamento está no Observatório La Silla, instalado a 2,4 mil metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago, e que conta com 18 telescópios. O ESO é a principal organização astronômica intergovernamental da Europa e o observatório astronômico mais produtivo do mundo. Quinze países apoiam esta instituição: Brasil, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça.




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Fonte: AFP






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