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O prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, chegou à 1ª Delegacia de Polícia da cidade para prestar depoimento sobre o incêndio na boate Kiss, que causou a morte de 241 pessoas.
Schirmer chegou ao local, que fica no Centro de Santa Maria, acompanhado da procuradora jurídica do município Anny Desconzi. Ele será questionado sobre a participação da prefeitura em termos de fiscalização no funcionamento da casa noturna.
Nessa quinta-feira, a Polícia Civil recebeu mais seis resultados de necropsias realizadas em vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Centro do Estado. Os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) determinaram que a causa das mortes foi inalação de monóxido de carbono e cianeto. As mesmas substâncias haviam sido encontradas no sangue das duas primeiras vítimas examinadas. Assim, fica comprovado que as mortes ocorreram por asfixia.
241ª vítima será sepultada nesta sexta
A estudante Driele Pedroso Lucas, de 23 anos, a vítima de número 241 da tragédia, será sepultada em Santa Maria nesta sexta-feira. O velório ocorre no Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo.
A jovem estava internada no Hospital Mãe de Deus e a morte dela foi confirmada na manhã desta quinta-feira. A irmã de Driele, Ritiele Pedroso Lucas, de 19 anos, continua internada no mesmo hospital.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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