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08/03/2013 18:27 - Atualizado em 08/03/2013 18:43

Centenas lotam igreja em Livramento para missa de sétimo dia

Familiares e amigos prestaram homenagem a 240ª vítima de tragédia de Santa Maria

Centenas de pessoas – entre familiares e amigos de Pedro Falcão Pinheiro – lotaram nesta sexta-feira a igreja matriz de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Estado, para a missa de sétimo dia da morte do jovem de 25 anos – 240ª vítima da tragédia de Santa Maria.

A maioria estava vestida com camisetas estampadas com a foto de Pedro, que morreu no sábado após 34 dias de internação no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. A cerimônia foi aberta por um trovador e canções gauchescas marcaram a homenagem. Também foram exibidas fotos e um vídeo do jovem.

O sepultamento ocorreu no cemitério Parque Vale dos Sinos. Antes, um cortejo e uma cavalgada acompanharam o caixão que transportava o corpo no caminhão do Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas estiveram no salão nobre da prefeitura municial, onde o rapaz foi velado. O prefeito Glauber Lima decretou luto oficial. 

A tragédia


O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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Fonte: Correio do Povo






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