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09/03/2013 08:15 - Atualizado em 09/03/2013 09:56

Clube da polícia é incendiado após anúncio de sentença no Egito

Tribunal confirmou penas de morte a envolvidos em tragédia em uma partida de futebol em 2012

O primeiro julgamento, centrado nos torcedores do clube de futebol de Port Said, provocou distúrbios<br /><b>Crédito: </b> Mahmud Khaled / AFP / CP
O primeiro julgamento, centrado nos torcedores do clube de futebol de Port Said, provocou distúrbios
Crédito: Mahmud Khaled / AFP / CP
O primeiro julgamento, centrado nos torcedores do clube de futebol de Port Said, provocou distúrbios
Crédito: Mahmud Khaled / AFP / CP

Um tribunal do Cairo anunciou neste sábado penas entre um ano de prisão e prisão perpétua contra acusados da tragédia ocorrida após uma partida de futebol no ano passado em Port Said (nordeste do Egito), e confirmou as condenações à morte pronunciadas em janeiro contra oito acusados. O tribunal absolveu alguns dos 52 reús. Como represália, edifícios de um clube da polícia e a a sede da Federação egípcia de futebol foram incendiados no centro da capital do país. Torcedores do clube de futebol Al-Ahly, conhecidos como os Ultras, invadiram o complexo e atearam fogo no local, afirmou um responsável dos serviços de segurança.

O primeiro julgamento, centrado nos torcedores do clube de futebol de Port Said, provocou distúrbios, por vezes sangrentos, entre a população e a polícia nesta cidade situada no canal de Suez. Em fevereiro de 2012, 74 pessoas perderam a vida ao fim de uma partida de futebol em Port Said entre a equipe local Al-Masry e o clube do Cairo Al-Ahly.

A tensão provocada pelo julgamento apenas aumentou a instabilidade no país, afundado em uma caótica transição política dois anos após a queda de Hosni Mubarak e quase nove meses depois da eleição do islamita Mohamed Mursi, muito criticado por parte da população. O chefe da polícia antidistúrbios do Egito foi destituído devido a uma greve sem precedentes entre os policiais, que denunciam a falta de meios de trabalho e consideram que pagam o preço dos conflitos políticos.


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Fonte: AFP






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