 Dom Angelo Sodano pediu cooperação dos cardeais para a unidade da igreja Crédito: Gabriel Bouys / AFP / CP
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Dom Angelo Sodano pediu cooperação dos cardeais para a unidade da igreja
Crédito: Gabriel Bouys / AFP / CP
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Antes de dar início ao conclave que elegerá o novo Papa, os cardeais foram incentivados nesta terça-feira a colaborar para unir a Igreja durante a missa solene celebrada na basílica de São Pedro. A convocação foi feita pelo cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício. "Todos nós temos que colaborar para edificar a unidade da Igreja", afirmou o decano.
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Durante a missa "Pro Eligendo Pontifice", Sodano pediu colaboração para o novo pontificado. "Estamos convocados a cooperar com o sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesiástica", discursou o cardeal, tal como correspondeu, há oito anos, ao então cardeal Joseph Ratzinger, antes de virar Bento XVI. "Eu os exorto a comportar-se de maneira digna, com toda humildade, mansidão e paciência, suportando-se reciprocamente com amor, tentando conservar a unidade do espírito por meio do vínculo da paz", disse Sodano, em referência à carta do apóstolo Paulo aos Efésios.
Ele ainda recordou "o luminoso pontificado" de Bento XVI, o que gerou muitos aplausos na basílica. "Queremos agradecer ao Pai que está nos Céus a amorosa assistência que sempre reserva a sua Santa Igreja e, em particular, pelo luminoso pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265º sucessor de Pedro, o amado e venerado pontífice Bento XVI, ao qual neste momento renovamos toda nossa gratidão", afirmou o cardeal. "Queremos implorar ao Senhor que, através da solicitude pastoral dos pais cardeais, queira em breve conceder outro Bom Pastor a sua Santa Igreja", completou.
A missa é o primeiro ato da eleição para o novo Papa. Todos os cardeais presentes em Roma, eleitores ou não, participam na cerimônia, uma das mais intensas dos últimos anos. Do latim “com chave”, o conclave é fechado. Dele, participarão apenas 115 cardeais, que têm menos de 80 anos. Eles ficarão reunidos até a eleição do novo Papa. O voto é manual e individual. Os cardeais escrevem à mão, em um papel retangular, o nome do escolhido, e são orientados a disfarçar a letra. O papel é dobrado duas vezes e depositado em urna que fica no altar.
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