Correio do Povo

Porto Alegre, 25 de Maio de 2013


Porto Alegre
Agora
14ºC
Amanhã
11º 23º


Faça sua Busca


Notícias > Política

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

13/03/2013 19:11 - Atualizado em 13/03/2013 19:28

Comissão de Direitos Humanos tem sessão marcada por bate-boca

Petista Nilmário Miranda quase trocou socos com o novo presidente pastor Marco Feliciano, do PSC

Comissão de Direitos Huanos tem sessão marcada por bate-boca.Clique para ver mais fotos
Crédito: José Cruz/ABr/CP

A sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados desta quarta-feira, liderada pelo novo presidente pastor Marco Feliciano (PSC-SP), foi marcada por bate-boca entre parlamentares, gritos, vaias e muito tumulto. Mesmo assim, a comissão aprovou seis requerimentos com pedidos de audiência pública.

Marco Feliciano (PSC-SP) e o ex-secretário de Direitos Humanos deputado Nilmário Miranda (PT-MG) quase trocaram socos durante a sessão. Feliciano fingiu não ouvir Nilmário, que ficou em pé na sua frente e tentava falar com o presidente da Comissão. Momentos depois, Nilmário sentou para reclamar do comportamento do pastor que, ironicamente, perguntou quem era ele. "Quem é o senhor? Como é o seu nome?", indagou Feliciano.

Já sentado, o petista disse que Feliciano não tinha "legitimidade" para presidir a Comissão e toda a bancada do PT se retirou. Em outro momento, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Domingos Dutra (PT-MA) também quase saíram no tapa. Mais cedo, cerca de 50 evangélicos lotaram, desde a parte da manhã, a sala da Comissão de Direitos Humanos. Sentaram-se no lugar dos deputados, ocupando cinco fileiras. A maioria deles admitiu ser da igreja evangélica. "Sou do Gama (cidade-satélite de Brasília) e sou evangélico. Mas não sei se sou da mesma igreja do deputado", disse Jonatas Ferro, que bateu boca e também quase trocou socos com o deputado Mário Heringer (PDT-MG).

Feliciano foi aplaudido de pé, assim que entrou na sala. Representantes dos movimentos sociais e a imprensa só puderam entrar na sala da Comissão minutos antes do início da sessão. Os representantes de movimentos fizeram muito barulho e gritaram ininterruptamente palavras de ordem contra Feliciano. "Racista, fundamentalista!" , "Pastor ditador!", "Fora Feliciano!"

Na tentativa de mostrar que não é homofóbico, Feliciano pôs em votação requerimento propondo nota de repúdio ao candidato presidencial, Nicolas Maduro, que acusa seu adversário de ser homossexual. O requerimento, que não foi aprovado por falta de quórum, era de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), que é suplente na Comissão e presidente da Frente Parlamentar Evangélica. Sem condições de se locomover sozinho pelos corredores da Câmara, Feliciano foi obrigado a deixar a Comissão cercado por mais de 20 seguranças.


Bookmark and Share

Fonte: AE






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.