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A greve dos professores de Sapucaia do Sul, que atinge 17 mil alunos de 27 escolas da cidade há 17 dias, deve prosseguir pelo menos até sexta-feira. Na data, ocorre mais uma reunião de diretores e vices com o Executivo. O encontro de hoje, na Secretaria da Educação, terminou sem acordo.
Conforme a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município (Sintesa), Valéria Becker, amanhã os grevistas farão vigília em frente à Prefeitura, das 12h15min às 18h15min, a fim de chamar atenção para as reinvindicações da categoria. Os educadores decidiram que não voltarão parcialmente às salas de aula, como pedia o prefeito Vilmar Ballin. Na tarde de ontem, depois de mais um encontro entre o sindicato e a administração municipal, o prefeito garantiu que já remeteu à Câmara de Vereadores da cidade projeto de lei autorizando que os 1,4 mil educadores possam consumir a merenda comprada com recursos municipais, e não do governo federal.
A falta de vale-refeição e a proibição de consumir a mesma merenda que os alunos foram as principais motivações da greve. O projeto deve ser votado em segundo turno amanhã à noite. Outras solicitações da categoria incluem a implantação de um plano de carreira para os demais trabalhadores em educação não contemplados no atual projeto, plano de saúde, e ainda a revogação imediata de um parecer reduzindo o salário dos servidores em licença pelo Fundo de Assistência e Previdência Social dos Funcionários (FAPS).
Fonte: Maria Eduarda Fortuna/Rádio Guaíba
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