 Autoridades e amigos participaram da cerimônia em homenagem a Márcia Santana, em Porto Alegre Crédito: Claudio Fachel/Palácio Piratini/Divulgação CP
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Autoridades e amigos participaram da cerimônia em homenagem a Márcia Santana, em Porto Alegre
Crédito: Claudio Fachel/Palácio Piratini/Divulgação CP
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Centenas de amigos, familiares, integrantes de movimentos sociais, políticos e policiais prestaram a última homenagem à secretária estadual de Políticas para as Mulheres Márcia Santana. Ela foi encontrada morta pelo marido, no banheiro de casa, depois de sofrer um mal súbito na madrugada desta quarta-feira, aos 35 anos. Com honras de estadista, o corpo foi velado no Palácio Piratini e levado em carro do Corpo dos Bombeiros até o Cemitério Parque Jardim da Paz, onde foi sepultado às 18h.
A morte inesperada da assistente social e militante dos direitos humanos, por razões naturais, conforme o laudo preliminar da Polícia Civil, pegou o Piratini de surpresa. A análise da necropsia deve levar pelo menos duas semanas para ficar pronta. Segundo o relato de uma amiga, em setembro do ano passado, Márcia teve um aborto espontâneo, mas sem qualquer ligação com uma eventual enfermidade. Pessoas próximas também asseguraram que a secretária não tinha qualquer problema de saúde.
No governo estadual desde 2011, Márcia foi determinante para colocar em funcionamento a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres de Xangri-lá, segundo a chefe de Gabinete, Angelita Fernandes. “Existe desde 2008, mas foi ela quem trabalhou para que funcionasse de verdade a partir deste ano”, sustenta.
“Um exemplo de dedicação sem limite por uma causa, sempre atenta para o apoio às mulheres e às crianças”, ressaltou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário. Márcia foi chefe de gabinete de Maria do Rosário ainda na Câmara Federal. Eram amigas e companheiras de luta. “Isso nos leva a pensar como temos que ser humildes e dizer em vida o quanto as pessoas são especiais. Queria ter dito mais”, emocionou-se a ministra, na escada do Palácio Piratini.
Já o governador Tarso Genro não conseguiu se expressar e interrompeu a fala em choro devido à perda da subordinada. “Uma dor brutal que a família e o Rio Grande estão sentido. É uma inversão brutal, os pais enterrarem os filhos. Estamos todos nós sofrendo muito”, comentou, com a voz embargada. Pela manhã, ele decretou três dias de luto oficial.
Em Brasília, a presidente Dilma Roussef lançou o programa “Mulher: Viver sem Violência”, que vai destinar R$ 265 milhões para a construção de centros com serviços específicos para as mulheres vulneráveis à agressão doméstica e abriu o discurso homenageando Márcia Santana. “Uma mulher lutadora”, resumiu.
A secretária instituiu a Patrulha Maria da Penha, modelo de acompanhamento de mulheres vítimas da violência que deve agora servir de modelo para outros Estados. Márcia Santana deixa o marido Claudiomiro Ambrózio e os pais Adegar e Maria de Fátima.
Fonte: Samantha Klein/Rádio Guaíba
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