 No local, havia autorização para funcionar um depósito de bebidas Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória
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No local, havia autorização para funcionar um depósito de bebidas
Crédito: Mauro Schaefer/CP Memória
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O delegado Sandro Meinerz, que faz parte da equipe que investiga as causas da tragédia na boate Kiss, informou que não foi encontrado o habite-se da casa noturna que pegou fogo no dia 27 de janeiro. Segundo ele, o único habite-se do local é do funcionamento de um depósito de bebidas e data de 2000.
Nos depoimentos, funcionários da prefeitura alegaram que não existe exigência de aprovação do projeto arquitetônico para a concessão de alvará de localização necessário ao funcionamento da boate. “As colocações deixam dúvidas para a Polícia, e queremos saber se o fato é possível e se é correto, pois, caso contrário, está caracterizada uma grande falha.”
Meinerz informou que a entrega do inquérito depende da chegada dos laudos do Instituto-Geral de Pericias (IGP) sobre as causas das mortes e todo o ambiente interno da casa noturna. “Quando os laudos estiverem em Santa Maria precisaremos de algumas horas para uma análise”, informou. O documento deverá ser muito extenso e com muitas folhas, acrescentou.
Coordenador diz que não há definições
O delegado regional de Polícia, Marcelo Arigony, que coordena as investigações, afirmou que não existem definições quanto a nomes e quantas pessoas serão indiciadas devido à tragédia. “Seria uma irresponsabilidade nossa se falássemos em nomes de indiciados”, destacou. Lembrou que o número de depoimentos chega próximo a 700 e que o compromisso da Polícia Civil do RS é esclarecer os fatos em todas as circunstâncias.
"Acreditamos que vão ocorrer mudanças na legislação, e o importante é que o gestor público precisa saber de sua responsabilidade, já que hoje não existe mais espaço para amadorismo", afirmou.
Fonte: Correio do Povo
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