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14/03/2013 20:38 - Atualizado em 14/03/2013 21:11

Venezuelanos dão último adeus a Chávez antes de corpo ir para Academia Militar

Velório para o público é encerrado nesta quinta e agora governo decidirá se Chávez irá para o Panteão com Bolívar

Velório para o público é encerrado nesta quinta e agora governo decidirá se Chávez irá para o Panteão com Bolívar<br /><b>Crédito: </b> Presidência/AFP/CP
Velório para o público é encerrado nesta quinta e agora governo decidirá se Chávez irá para o Panteão com Bolívar
Crédito: Presidência/AFP/CP
Velório para o público é encerrado nesta quinta e agora governo decidirá se Chávez irá para o Panteão com Bolívar
Crédito: Presidência/AFP/CP

Durante todo o dia e toda a noite desta quinta-feira, centenas de milhares de venezuelanos passaram diante do caixão com os restos mortais do presidente Hugo Chávez. "Hoje é o último dia aqui. Não vim me despedir, vim jurar lealdade a ele", afirmou Félix Rodríguez, na capela ardente da Academia Militar de Caracas.

De uniforme verde oliva e sua emblemática boina vermelha, Chávez, que morreu no dia 5 de março de câncer, permanece no caixão de madeira no salão de honra. "Eu o achei lindo, como sempre, embora esteja um pouco inchado. Vim aqui assim, de muletas, porque tenho que me despedir de meu Comandante. Ele nos colocou no caminho para que despertássemos", destacou Yosmir Romero, de 42 anos, que perdeu uma perna em um acidente.

Nem Yosmir nem ninguém ali, nas imediações da Academia Militar, veste luto. Todos usam o vermelho emblemático do chavismo. A afluência é contínua e há um ambiente de festa revolucionária no local. Os restos  serão conduzidos em cortejo fúnebre na sexta-feira pelas grandes avenidas de Caracas Serão, então, depositados no Museu da Revolução, antigo quartel de onde lançou, no dia 4 de fevereiro de 1992, o fracassado golpe de Estado que sete anos depois o levou ao poder.

O presidente em exercício Nicolás Maduro, que Chávez designou como seu herdeiro político e candidato governista três meses antes de morrer, vai liderar o cortejo ao lado do mandatário boliviano, Evo Morales. O caixão ficará no quartel de La Montaña, localizado no bairro 23 de Janeiro, reduto do chavismo, enquanto as autoridades decidem se será levado ao Panteão Nacional, onde está o túmulo com os restos do libertador Simón Bolívar.

"Venho dar o último adeus ao meu presidente. Ele me deu uma casa, e para as minhas filhas, um computador e o estudo. Agora vamos acompanhar Maduro, porque assim ordenou meu Comandante", comentou Dayana Navarro, de 35 anos, vinda do estado de Zulia, na fila prestes a entrar no salão com um cartaz vermelho que com letras brancas indicava: "Agora, mais do que nunca, com Chávez".

Cercado por uma guarda de honra, com a réplica da espada de ouro de Bolívar, está uma foto de um Chávez sorridente. Envolto por coroas de flores, coberto com a bandeira venezuelana, o caixão foi por mais de uma semana foi o epicentro do país. Mais de 30 chefes de Estado e de Governo prestaram suas homenagens no funeral de Estado na sexta-feira passada, e Maduro tomou posse simbolicamente e presidiu conselhos de ministros sob a aura do presidente morto.

Apesar de ter dito que o corpo seria embalsamado, como Lenin e Mao Tse-tung, Maduro admitiu que será "bastante difícil", porque os procedimentos deveriam ter começado antes. "Não importa se vão embalsamá-lo ou não. É um líder não apenas dos venezuelanos, mas de toda a América Latina. Não morreu. Antes havia apenas um Chávez, agora há milhões", definiu Félix Rodríguez, pedreiro de 42 anos, na fila, segundos antes de passar pelo caixão. 


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Fonte: AFP






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