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16/03/2013 13:10 - Atualizado em 16/03/2013 13:18

Moradores da Vila Liberdade demarcam estacionamento próxima à Arena

Vítimas do incêndio alegam que cobram por colocação de carros para pagar prejuízos

Morador capina e prepara terreno que servirá como estacionamento próximo à Arena<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira
Morador capina e prepara terreno que servirá como estacionamento próximo à Arena
Crédito: Tarsila Pereira
Morador capina e prepara terreno que servirá como estacionamento próximo à Arena
Crédito: Tarsila Pereira

Moradores da Vila Liberdade, no bairro Humaitá, em Porto Alegre, passaram a utilizar uma área ao lado da freeway (BR 290), próximo à Arena do Grêmio, para cobrar estacionamento dos frequentadores do estádio. Na manhã deste sábado, muitos podiam ser vistos capinando e “demarcando” os espaços destinados a receber os veículos.

Muitos destes moradores perderam a casa no incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro, que consumiu mais de 150 casas. Eles alegam que a cobrança de estacionamento é uma forma de incrementar a renda e recuperar o que foi perdido. “Perdi praticamente tudo, só consegui salvar a geladeira e a televisão”, conta o eletricista Jesus Fogaça Santos, 43 anos. Desde então, ele vive em uma casa alugada, no mesmo bairro, junto com a esposa e as três filhas. Para se manter, conta com o aluguel social de R$ 400. Para o jogo desta tarde, entre Grêmio e Lajeadense, ele pretende cobrar R$ 20 de cada motorista.

A prática de cobrar pelo estacionamento neste local já existia, mas foi intensificada neste sábado. “Vimos que muitos torcedores não tinham onde guardar o carro”, alega a faxineira Iara de Melo Gonçalves, 44, que também teve a casa destruída no incêndio. Ela admite que corre o risco de ser impedida de continuar executando a função. “Se alguém chegar e disser que não podemos mais, vamos entrar dentro da lei”, afirmou. Além de enfrentar dificuldades por estar sem documentos, já que eles foram queimados no incêndio, Iara alega que não recebeu o aluguel social da prefeitura. “Tudo é uma burocracia. E a gente? Vive como? Temos água e luz para pagar. Tem pessoas que estão com depressão por causa disso”, reclama a moradora.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) disse não ter responsabilidade sobre a fiscalização. A Concepa, concessionária que administra freeway, alegou que o terreno está fora da faixa de domínio.

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Fonte: Danton Júnior / Correio do Povo






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