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16/03/2013 17:04 - Atualizado em 16/03/2013 17:10

Cristina Kirchner será a primeira chefe de Estado a ser recebida pelo papa Francisco

Clarín lembrou a “relação áspera” do religioso com o governo argentino

O papa Francisco, que até sua eleição era o arcebispo de Buenos Aires, recebe na segunda-feira a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, informou neste sábado o gabinete de imprensa do Vaticano. A audiência com Cristina será a primeira que o papa terá com um chefe de Estado e ocorrerá na Casa de Santa Marta, onde se encontra alojado, já que ainda não se instalou no palácio apostólico.

A presidenta argentina viajará a Roma para assistir à missa de coroação do pontífice, prevista para 19 de março, e na qual são esperados cerca de 150 chefes de Estado e de Governo. Os jornais argentinos recordaram nos últimos dias a relação tensa entre o ex-arcebispo de Buenos Aires e a presidenta argentina, sobretudo durante a discussão acerca da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No dia da eleição de Jorge Mario Bergoglio como papa, a versão eletrônica do diário Clarín lembrou a “relação áspera” do prelado com os governos de Néstor e Cristina Kirchner. “O ex-presidente chegou a identificar o então cardeal-arcebispo como ‘verdadeiro representante da oposição’. Do mesmo modo, Bergoglio queixou-se das declarações de Kirchner”, dizia o jornal.

A relação com Cristina Kirchner, que assumiu a Presidência do país depois da morte do marido, Néstor, “foi mais cordial, mas com altos e baixos”. O ponto mais tenso foi, de acordo com o Clarín, a respeito das discussões sobre a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Bergoglio foi o rosto da marcha contra o casamento gay e opôs-se rotundamente ao projeto que havia de tornar-se realidade”, disse o jornal.

Em uma das suas últimas críticas a Cristina Kirchner, o então arcebispo de Buenos Aires chamou a atenção para a “destruição do trabalho digno, para as emigrações dolorosas e para a falta de futuro” no país.

No dia da eleição do papa, Cristina Kirchner desejou-lhe uma “função pastoral frutuosa”. “Como condutor e guia da Igreja desejamos-lhe uma tarefa pastoral frutuosa no exercício de tão grandes responsabilidades na busca da justiça, da igualdade, da fraternidade e da paz da humanidade”, diz uma curta mensagem da presidente argentina, que se afirma católica praticante.

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Fonte: Agência Brasil






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