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Nesta terça-feira, o delegado regional Marcelo Arigony deve anunciar a data em que o inquérito sobre a tragédia de Santa Maria será concluído e remetido à Justiça.
A equipe de delegados que investiga as causas do incêndio na boate Kiss segue ouvindo testemunhas nesta segunda-feira. Um dos sócios da casa noturna, Elissandro Spohr, prestará depoimento às 14h na Penitenciária Estadual de Santa Maria, onde está preso.
Spohr, conhecido como Kiko, estará acompanhado do advogado Jader Madeira que informou, durante o final de semana, que o cliente pretende assumir a responsabilidade no que diz respeito a sua parte, mas que outros órgãos – como prefeitura, bombeiros e Ministério Público – também têm que assumir a culpa.
Ainda nesta segunda-feira deve chegar a Santa Maria o laudo da espuma usada no revestimento acústico da boate Kiss.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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