 Governo confirma 13 mortes em Petrópolis, na região serrana do Rio Crédito: Tânia Rêgo / ABr / CP
|
Governo confirma 13 mortes em Petrópolis, na região serrana do Rio
Crédito: Tânia Rêgo / ABr / CP
|
Subiu para 13 o número de mortes em função da enxurrada que atinge a região serrana do Rio de Janeiro, informou o governador Sérgio Cabral no início da tarde desta segunda-feira. A contabilidade anterior, divulgada às 10h pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, dava conta de dez mortos. Entre as vítimas, estão dois técnicos do órgão.
A cidade mais atingida é Petrópolis. Como o solo ainda está encharcado, há risco de desabamentos. A chuva começou na noite desse domingo.
A presidente Dilma Rousseff ofereceu apoio federal às áreas prejudicadas. A informação foi confirmada pela assessoria da Presidência da República. Dilma está na Itália para participar da missa que inaugura o pontificado do Papa Francisco, nesta terça-feira.
Conforme Cabral, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi designada pela presidente para acompanhar os trabalhos de reconstrução em Petrópolis. A Força Nacional de Defesa Civil irá até o município para prestar auxílio às autoridades de segurança do Rio.
Dezenas estão desabrigadas em Duque de Caxias
A prefeitura de Duque de Caxias, na baixada fluminense, confirmou que dezenas de pessoas estão desalojadas nos bairros de Xerém e Santa Cruz da Serra. Segundo o prefeito Alexandre Cardoso, entre 40 e 50 casas foram desocupadas às margens dos rios Capivari e Saracuruna. Duas igrejas funcionam como abrigos para receber quem teve de sair de casa. “A gente não sabe de quantas casas as pessoas saíram. Primeiro, estamos vendo se pessoas permanecem em situação de perigo ou em casas com risco de desabamento para resgatá-las”, informou Cardoso.
A prefeitura montou um gabinete de crise no centro da cidade para coordenar as operações da Defesa Civil e de assistência social aos moradores. Não há relatos de mortos ou desaparecidos.
Com as fortes chuvas na região serrana, os rios Capivari e Saracurana transbordaram. Ruas e casas foram tomadas por lama. Em muitos pontos a água atinge a altura da cintura e dezenas de casas estão alagadas. As pessoas que conseguiram escapar se abrigaram na casa de vizinhos esperando que a água volte ao nível normal. Quem não teve a casa inundada oferece água e almoço para os vizinhos. A tempestade que caiu em Petrópolis tem contribuído para as cheias. “Choveu 400 milímetros em três dias em Petrópolis e, quando chove lá, a água desce pra cá”, explicou Cardoso.
Angra dos Reis em alerta
O município de Angra dos Reis, no sul fluminense, também está sofrendo com estragos provocados pela chuva que atinge o Rio de Janeiro. De acordo com a Defesa Civil do município, 36 pessoas estão desabrigadas e a cidade está em alerta por causa do risco de deslizamento de encostas e transbordamento de rios.
Segundo a Defesa Civil, o bairro Perequê requer maior atenção, pois o rio que tem o mesmo nome transbordou, alagando ruas. Os desabrigados foram levados para a Escola Municipal Frei Bernardo. No Bracuí, também houve alagamento, deixando a aldeia indígena ilhada.
A correnteza dos rios danificou duas pontes nos bairros do Areal e da Banqueta. Além disso, há registro de quedas de árvores e obstrução parcial da BR 101, a Rio-Santos, na chegada a Angra dos Reis.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Correio do Povo
|