 Praça São Pedro é preparada para missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco Crédito: Filippo Monteforte / AFP / CP
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Praça São Pedro é preparada para missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco
Crédito: Filippo Monteforte / AFP / CP
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O Vaticano realiza nesta segunda-feira os últimos preparativos antes da missa que marcará oficialmente o início do pontificado do Papa Francisco. A celebração ocorrerá nesta terça na Praça de São Pedro, em Roma. São esperadas centenas de milhares de fiéis e diversos dignitários de todo o mundo.
Autoridades instalaram um grande dispositivo de segurança, similar ao do funeral de João Paulo II em 2005, para receber as quase 130 delegações oficiais. A expectativa é de uma grande representação latino-americana, que homenageará o primeiro Papa do subcontinente. Uma das primeiras chefes de estado a chegar a Roma foi a presidente argentina, Cristina Kirchner, a primeira a ser recebida pelo novo pontífice.
A missa de entronização, durante a qual o novo Papa receberá o pálio e o anel do Pescador próprios do ministério petrino, deve começar pontualmente às 9h30min (5h30min horário de Brasília). Antes, o religioso, que reside temporariamente na Casa Santa Marta, dentro dos muros do Vaticano, deve saudar a multidão em seu "papamóvel".
Autoridades políticas e religiosas estarão presentes
A chuva que caiu de forma intermitente sobre a cidade na semana do conclave deve dar um alívio durante a cerimônia ao ar livre que coincide com o dia de São José, padroeiro da Igreja. O Papa pronunciará uma esperada homilia na missa concelebrada por todos os cardeais presentes em Roma, e contará com a participação inédita na liturgia dos irmãos franciscanos do convento de La Verna, situado nas montanhas da Toscana.
Após a missa, o Papa receberá as delegações, entre as quais se destacam a presidente Dilma Rousseff e o líder mexicano, Enrique Peña Nieto, que dirigem os dois países com mais católicos do mundo.
Também viajaram a Roma os presidentes de Chile, Equador, Paraguai, Costa Rica e Honduras, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, assim como os herdeiros da Coroa espanhola e holandesa, os príncipes Felipe e Willem-Alexander, este último acompanhado por sua esposa argentina, Máxima Zorreguieta.
A figura mais polêmica presente será o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, acusado de muitas violações de direitos humanos e que não está autorizado a pisar no território da União Europeia (UE), embora a proibição não vigore no Vaticano.
Também é esperada a presença de vários líderes de outras regiões na entronização do papa Francisco, que no primeiro dia de seu pontificado estendeu a mão à comunidade judaica em uma carta dirigida ao rabino de Roma, Riccardo di Segni. Este confirmou a presença, assim como o número dois da Igreja da Inglaterra, o arcebispo de York John Sentamu, Mohamed Youssef Hajar, secretário-geral da Organização Islâmica da América Latina, que representará os muçulmanos.
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